Tempo de Leitura: 3 Minutos

Desde seus 8 anos, Jhonas Garbin, ao cantar pela primeira vez na igreja, entendeu que a carreira musical era o que queria seguir na vida. O artista que se intitula como o “gay do pagode”, tem atraído cada vez mais o público e nos conta durante uma entrevista um pouco mais sobre seu trabalho, além de quais são seus sonhos para o futuro. Confira:

Aos 8 anos você já começou a cantar na igreja e desde então vem buscando cada vez mais espaço na área. Em que momento da vida você descobriu que ser músico era o que você realmente queria ser?

Desde o dia que cantei pela primeira vez na igreja já sabia que cantar era/é a maior paixão da minha vida. Sempre me imaginei nos palcos cantando pra milhares de pessoas desde pequenininho. Sinto até hoje um arrepio inexplicável quando tenho esses “sonhos” acordado.

O que torna o seu trabalho diferencial dos outros cantores de pagode?

Assim que eu lançar minhas músicas, as pessoas irão se deparar com um outro tipo de pagode, sabe? Não que eu mude o ritmo, até porque não seria pagode. Mas pretendo colocar em todos os meus trabalhos algo da minha identidade, minha sexualidade e as causas importantes que fizeram ser quem sou.

Sendo assumidamente e orgulhosamente gay, o que você espera passar ao público quando põe em seu perfil o termo “Gay do Pagode”?

Resolvi colocar “Gay do Pagode” para que as pessoas tenham conhecimento de que sim, sou pagodeiro e homossexual. Posso perder trabalhos, e possíveis futuros seguidores? Sim! Já perdi alguns inclusive por conta disso, mas eu prefiro que as pessoas que me acompanham saibam que eu sou e estejam ali porque gostam do meu trabalho.

Para o público o conhecer um pouco melhor, nos conte quem é Jhonas Garbin.

Antes de dizer qualquer coisa me considero uma pessoa forte. Passei por muitas dificuldades na infância, por questões financeiras e também com a minha sexualidade. E foi através da música que consegui renascer, inclusive até hoje quando não estou bem, um karaokê dentro do banheiro é o remédio mais incrível que já tomei.

Quais são suas maiores inspiração para seguir carreira? E como você descobriu que queria seguir o pagode?

Minha maior inspiração na música vem de casa, minha irmã mais velha Julia. Na realidade, mamãe também canta, mas somente eu carrego o desejo de seguir carreira. Fora elas, eu tenho inspirações bem ecléticas (risos), como Beyoncé, Pabllo Vittar, Gloria Groove, Sorriso Maroto, Ferrugem, Dilsinho…

O pagode sempre foi muito presente na minha vida. Minha mãe sempre ouvia todos os dias Alexandre Pires, Belo, Sorriso Maroto, Alcione.. Mas eu nunca sabia ao certo qual ritmo seria meu carro chefe. Comecei fazer vídeos cantando pagode nas minhas redes sociais, e daí tive muitos feedbacks positivos, e como eu sempre AMEI, percebi que seria isso que eu seguiria.

O que você tem de meta para o futuro? Quais são suas maiores expectativas?

Minha meta para o futuro é poder levar pro Brasil um pagode diferenciado, viver do que eu mais amo fazer e poder dar uma vida melhor pra minha família.

Tenho um enorme sonho de pisar no Palco Mundo do Rock In Rio. E eu preciso fazer com que isso se torne real, um PAGODEIRO, GAY, NO ROCK IN RIO, imagina!!!

Deixe uma mensagem ao seu público.

Nunca deixem de ser quem são para agradar alguém. Sejam pessoas boas, façam o que amam sendo vocês! ❤️


Saiba mais sobre Jhonas Garbin.

Autor

Share.

Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

Leave A Reply

%d blogueiros gostam disto: