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O turismo tem sido um dos grandes afetados por conta da pandemia causada pela Covid-19. E pensando neste assunto, decidimos conversar com Paulo Milton, autor do livro “Mergulhando de Mochila”, pela Literare Books International que percorreu 130 cidades por mais de 40 países, para falar um pouco sobre o futuro no novo normal, além de dicas dos melhores lugares para se visitar.

Ele que tem sua paixão por viajar, conheceu diversos lugares maravilhosos, culturas diferentes. Sempre mantendo os pés no chão, como ele mesmo diz, conseguiu conciliar sua vida profissional de executivo e suas aventuras viajando. Hoje ele se considera uma pessoa realizada, mas seu livro é o início de uma nova etapa. É o presente que a vida lhe ofereceu e a oportunidade de deixar registradas não só suas aventuras, como também as pessoas que caminharam e caminham com ele. Confira a entrevista:

Divulgação/Assessoria

Recentemente, você lançou o livro “Mergulhando de Mochila” que apresentou suas aventuras percorrendo 130 cidades por mais de 40 países. De onde veio a ideia de realizar esse projeto e como foi a sensação de experimentar diversas culturas diferentes em uma jogada apenas?

A ideia surgiu durante a quarentena, em 2020. Costumo dizer que se não houvesse a pandemia, o livro não existiria. Mergulhando de Mochila me oportunizou reviver momentos, desafios, aventuras e histórias por diversos lugares por onde andei. A sensação é sempre a melhor possível, quando relembro tudo que passei, vivi e aprendi ao ver com os próprios olhos as diferentes realidades de outros povos.
 
Infelizmente desde o começo da pandemia global, o turismo foi muito afetado devido a paralisação dos aeroportos. Para uma pessoa que é apaixonada por viagens e por conhecer lugares maravilhosos pelo Brasil afora, como está sendo passar por esse momento difícil?

Escrevi no livro, que encontrei a felicidade ao viajar. Perceba que quando você quer repetir algo é porque aquilo te faz bem. Isso acontece comigo quando o assunto é viagem. Todo o mundo passa por um momento difícil. Estou inserido neste contexto e desejo que isso tudo passe o mais rápido possível para que o turismo, força motora e matriz econômica de diversos lugares, possa ser retomado para que possamos sair por aí novamente.

Reprodução/Google

Fora do ambiente turístico, você hoje trabalha como executivo na administração de uma empresa. A vida corrida do mundo empresarial chega a colocar algumas pedras no caminho de suas aventuras ou é fácil contornar as 24 horas dos dias?

Atualmente opero como Trader, profissional que trabalha negociando ativos na bolsa de valores. Mas já trabalhei como executivo, em cargos de liderança em empresas dos setores: privado e público. O fator limitante quando se é colaborador de uma empresa, é o período de férias, que muitas vezes, limita-se a menor tempo e em período não escolhido por você. Hoje, é mais fácil conciliar meu tempo com as viagens, pela liberdade que meu trabalho proporciona.
 
Em meio a essa verdadeira “explosão cultural” que experimentou em suas visitas. Qual foi a situação mais curiosa que já passou visitando algum país?

São várias as situações e escolher apenas uma, é muito difícil. Mas, há uma história na praça Jemaa el-Fna, em Marraquexe, no Marrocos, onde um encantador de serpentes e de turistas, coloca uma víbora em meu pescoço enquanto uma cobra Naja, dilatando seu pescoço, se erguia a menos de dois metros de distância. Experiência incrível! Vale a pena conferir.

Reprodução/Google

Tendo viajado para tantos lugares, qual foi aquele que mais o marcou? E qual gostaria de visitar novamente?

O país mais marcante foi a Nova Zelândia devido aos desafios que esta viagem me apresentou. A primeira trip para um país de língua inglesa, permeada por aventuras, amizades e muitas experiências. Voltaria novamente para o lugar que sempre costumo voltar: Londres, capital inglesa, onde morei, estudei e tive a melhor experiência da minha vida!

Como está sendo a sobrevivência do turismo durante a pandemia?
 
O setor de turismo, assim como o de eventos, foram e continuam sendo os mais prejudicados nesta pandemia. São diversos estabelecimentos fechados, profissionais demitidos e destinos turísticos com a economia extremamente prejudicada pela Covid19.

Reprodução/Google

E como você vê o turismo depois que a pandemia acabar?

Vejo com otimismo. Acredito que o setor deve voltar com muita força, pois as pessoas estão sem viajar, desde o início da pandemia. Esse período serviu também como momento de reflexão e muitas pessoas devem aderir ao que inclusive, proponho no livro, que é a ideia de investir em experiências que proporcionam um nível de felicidade maior que os bens materiais. Na minha opinião, viajar é a melhor opção que oferece este tipo de oportunidade e com certeza, em breve, voltará a aquecer e movimentar o mercado turístico.

 
Para uma viagem nacional, quais as maiores dicas você daria para os leitores?

Se você ainda não criou o hábito, comece viajando pelo seu estado, pelo seu país. O Brasil oferece lugares maravilhosos, diferentes regionalidades e culturas. A grande dica é não dar ouvido ao medo! Saia da sua zona de conforto e vá em busca do novo, do desconhecido. Viajar é relacionar-se com o mundo, com o novo, com o diferente, com o inesperado, com a vida.

Autores

  • Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

  • Luca Rocha Moreira, mais conhecido como Luca Moreira, é um jornalista, escritor e entrevistador internacional brasileiro. Conhecido por suas entrevistas com mais de 500 personalidades em cinco países diferentes em seus primeiros três anos de carreira. É autor do livro "300 Histórias para Inspirar".

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Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

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