No ar em ‘Salve-se quem puder’, Daniel Satti, relembra trabalhos e deixa recado para o público

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Na atual novela das 19h da TV Globo, ‘Salve-se Quem Puder’, o telespectador pode acompanhar o talento de Daniel Satti, que faz Donato, vilão e capanga da personagem Dominique. Na trama, Donato foi preso, após tentar matar Vitório. Na prisão ele tem a possibilidade de fechar um acordo por delação premiada para liberar Alexia, Luna e Kyra, onde poderia contar toda a verdade e desmascarar Dominique. Sabendo dessa notícia, Dominique, manda matar o capanga na prisão. O capítulo, que foi marcado por cenas nebulosas, deixaram a entender que talvez Donato ainda esteja vivo.

Para criar esse personagem, Satti se baseou em tipos que apresentavam dubiedade de personalidade, buscando referência nos anti-heróis e a partir disso escolheu o caminho que daria vida ao personagem. Hoje, Daniel conta com um longo currículo na teledramaturgia, tendo como seus personagens mais marcantes o Frederico Carrilho, do remake da versão brasileira de “Carrossel”, do SBT, e o personagem Panahasi, da novela “Os Dez Mandamentos”, da RecordTV.

No cinema, Satti foi premiado recentemente como “Melhor Ator” na edição 2020 dos festivais estadunidenses The Scene Festival e Flight Deck Film Festival pelo curta-metragem “Entreolhares” de Ivann Willig, e também lhe rendeu a mesma honraria no ‘Festival de Cinema de Bento Gonçalves’, Rio Grande do Sul. Além disso, foi indicado, na mesma categoria, no Lonely Wolf London, de Londres.

Em longas-metragens o ator esteve em ‘Solteira Quase Surtando’, de 2020, filme de Caco Souza, em que fez o personagem Flávio. E com previsão de estreia para 2021 está em dois longas, ambos em fase de pós-produção. ‘Amor, Confuso Amor’, comédia e drama psicológico, escrito por JJ Salinas, onde ele vive o protagonista Jorge, e ‘O Faixa Preta – A Verdadeira História de Fernando Tererê’, história baseada em fatos reais sobre o lutador pentacampeão mundial de jiu-jitsu Fernando Tererê (Raphael Logam). Nesse Satti faz um personagem de extrema importância na vida do lutador: Alexandre Paiva, conhecido pelo apelido de Gigi.

Para além desses projetos, Satti estará em um documentário, com estreia prevista para o segundo semestre de 2021, que traz depoimentos sobre a vida durante a quarentena. Ele também está em fase de desenvolvimento de um projeto digital onde pretende, através dos seus conhecimentos e experiências, ajudar pessoas a desenvolverem técnicas para comunicação. Confira a entrevista:

Como foi interpretar o personagem Panahasi, na novela “Os Dez Mandamentos”?

A tenacidade, o deboche e a violência que as cenas exigiam desse personagem, me fez mergulhar em um mundo em que eu precisava trazer uma atmosfera de raiva, preconceito e superioridade para falar um longo texto que, na boca do Panahasi, exprimia o tom de dominação e poder de exploração e escravidão. Não foi fácil, confesso que fiquei exaurido depois que concluímos as cenas, que gravávamos debaixo de um sol escaldante em um lugar deserto e cheio de poeira e lama, e eu emprestava uma energia densa de ódio. Era um personagem de grande importância, por vários motivos, entendo que o sucesso se deve à notoriedade da história que é conhecida mundialmente por constar numa passagem da Bíblia (Êxodo 2:11-3:22), e à força desse personagem, por representar a mudança de fase da novela e, na história, ser a grande virada na vida de Moisés. O Panahasi era um oficial egípcio, um feitor que foi morto por Moisés, que até então também se reconhecia como um egípcio, quando este se depara com a cena em que o oficial está escorraçando a chicotadas, o seu irmão Arão e corre para defendê-lo. Por isso, Moisés se vê obrigado a fugir e após, recebe o contato de Deus que o designa para a missão de retornar ao Egito e resgatar o seu povo hebreu, escravizado pelo Faraó. Uma história linda. Fiquei muito feliz com o resultado do trabalho.

Dando vida ao vilão Donato da novela “Salve-se quem puder” da Rede Globo, para você, é mais fácil interpretar um vilão ou um mocinho nas telenovelas?

Os dois arquétipos têm o mesmo peso para a construção dos personagens. A responsabilidade para o ator, de garantir a verossimilhança de ambos, que são de extremos opostos, e cuja a importância dos papéis precisam conduzir a estória, determina o enorme tamanho do desafio. Agora, existem pontos que para cada ator, pode funcionar de uma forma, no sentido de mais favorável, por termos cada um, um tipo de relação pessoal com essas personas e suas facilidades de interpretá-las. No meu caso, o vilão me traz um pouco mais de elementos que me permitem brincar e dar mais camadas para esse tipo de personagem.

No ano passado, segundo a coluna da Patrícia Kogut, o personagem vivido por você em Salve-se Quem Puder, Donato, foi um dos mais pesquisados no Google durante os primeiros meses da novela. Qual foi sua reação ao saber dessa notícia e também desse reconhecimento vindo do público?

Olha, vou te dizer que não acreditei quando vi. Foi uma surpresa muito grande, porque realmente não imaginava a repercussão causada e, ao mesmo tempo, uma felicidade do mesmo tamanho, por entender que o personagem despertou a curiosidade do público e a minha missão como ator foi cumprida, que é o que a gente, enquanto profissional, mais quer, o feedback positivo do nosso trabalho. É muito gratificante, conseguir chamar a atenção do público e obter o reconhecimento por meio de um trabalho bem feito. É tudo que nós artistas queremos e precisamos, afinal o trabalho é pra todos.

Durante o final de seu personagem na novela “Salve-se Quem Puder”, exibida atualmente pela Rede Globo, o seu personagem viveu uma realidade muito presente em diferentes questões da justiça brasileira, que é a delação premiada, onde o condenado consegue diminuir sua pena entregando um comparsa. Esse artifício é algo que gera bastante discussão na sociedade. Qual é a sua opinião sobre a situação que seu personagem viveu na novela?

De fato, é polêmico e atribui diversas opiniões acerca desse assunto. Na minha opinião, o Donato, sendo um bandido, a prisão era um fato já ocorrido e a possibilidade de uma delação, se tornava interessante, levando em conta uma boa análise de pena a ser cumprida, porque ele teria que pagar pelo quase crime de assassinato do Juiz Vitório. E isso poderia facilitar muito a descoberta de uma gangue de malfeitores existente, interrompendo todos os planos que não parariam por ali, além de livrar as meninas, Luna, Kyra e Alexa, que não tinham nada a ver e são inocentes, e também entregaria todo o esquema, incluindo a captura dos outros que faziam parte e acabaria com tudo de uma só vez.

Esse capítulo em específico, onde Dominique (Guilhermina Guinle) manda assassinar Donato no presídio, ficou marcado por muitas expectativas e situações que colocaram à prova a perversidade dos personagens. Como foi passar por essa experiência como intérprete desse personagem e o retorno que recebeu pelos acontecimentos da trama?

Como nós atores, só sabemos até uma parte da estória à medida que vamos gravando, eu só tinha recebido o roteiro até quando o Donato havia sido preso. Então, a minha expectativa, que acredito, talvez fosse a mesma de quem estava acompanhando, era muito grande. Ao mesmo tempo que eu entendia a gravidade da situação em que o Donato estava envolvido e queria que ele pagasse por isso, por outro lado, eu queria muito a efetivação da delação pra inocentar as meninas e também para dar continuidade ao personagem que, obviamente, eu estava amando fazer. Passei a torcer para que a morte dele fosse só de boca e em algum momento mais na frente, da trama, ele aparecesse de surpresa pra entregar toda a bandidagem. Mas isso, da minha parte, só rezando (risos) porque cabe somente ao autor dar o rumo que ele acha melhor para a novela. E foi bem legal, porque recebi várias mensagens de pessoas próximas a mim e outras também, através das redes sociais, dizendo que o Donato deveria voltar por três motivos, um para livrar as meninas, outro por terem gostado do personagem e outro pra colocar o famoso fogo no parquinho. Me diverti muito (risos).

Um dos inúmeros processos que o teatro busca preparar o ator, é a questão criativa na hora de se compor seu personagem. Quais são as pressões que se passam na cabeça do artista e como foram suas técnicas para conseguir representar as características e dar vida a um personagem que passa por momentos tão enigmáticos como o Donato?

A criatividade pra mim, parte do acesso primeiro ao texto e em seguida, a tudo que compõem esse personagem, como figurino, adereços, características da psique e outros. E flui à medida que vou lendo e me aprofundando no texto. Porém, é natural as várias pressões que passamos pra fazer essa construção. Porque, em princípio, você precisa tomar decisões de quem é esse personagem pra você, como eu o vejo, como eu o sinto, mas enquanto vou pesquisando, também vão sendo acrescentados elementos que podem me fazer querer mudar ou ficar em dúvida de como seria o comportamento ideal para esse personagem inserido num determinado contexto. É se arriscar o tempo todo. Outra pressão é a de querer sempre fazer o melhor, acertar nessa composição e ganhar o público, que é o principal objetivo, reconhecimento. O público é o nosso termômetro. E pra isso eu passo pelas técnicas que considero mais apropriadas, fazendo testes durante os meus estudos, e sempre com trocas de conversas, ideias, avaliações e opiniões, fundamentais e necessárias com diretor, autor e preparador, quando se tem oportunidade. Nesse caso, do Donato, fui buscar referências de personagens que tinham a dubiedade de personalidade em sua trajetória. E encontrei os anti-heróis que não são necessariamente maus, mas praticam atos moralmente questionáveis, o estereótipo é quase sempre o bonito, bem arrumado, que tem boa comunicação, enfim, justamente o tipo que passa fácil por qualquer situação e consegue fazer o que precisa. Bandido bom é o que consegue enganar de fato, através do como se vestir e da linguagem corporal, o que o agir e reagir mostram, aquele que fica acima de qualquer suspeita, esse é o Donato.

Conhecido ainda como “pai da Carmen” da novela “Carrossel”, qual o sentimento mesmo depois de tantos anos desse personagem, ter todo esse carinho recebido pelo público?

O sentimento é de ser sempre lembrado, é de muito amor e gratidão por tudo isso. Usando um pouco do que eu disse na resposta anterior, o que nós atores mais gostamos, é do reconhecimento do público. O nosso trabalho é de todos, é para o público. E nesse caso, o “pai da Carmen”, me trouxe a certeza de um personagem marcante cuja estória, tinha total identificação com inúmeras histórias de brasileiros que querem dar conforto à família e não conseguem o dinheiro para o sustento. A partir disso, começam a passar por problemas na relação conjugal que, no caso do Frederico, afetou diretamente a sua autoestima e provocando uma separação, afetando a filha Carmen, em todos os âmbitos, na escola e na vida pessoal. Então, fica a impressão de mais um trabalho bem feito, com muita dedicação e o agradecimento pela oportunidade de construir esse personagem e saber que a estória levou às pessoas que assistiram, alguma reflexão que causou tantas sensações como, tristeza, compaixão, emoção, alegrias, enfim, me sinto muito feliz e realizado por ter merecido esse trabalho. Isso ajuda e muda as pessoas, essa é a parte que mais me alegra por entender que faz parte do meu papel como artista, não só levar entretenimento, mas também, entendimento e esclarecimento acerca de vários assuntos importantes para a vida de cada um.

Qual foi o personagem mais marcante que você já interpretou? Que tipo de personagem você sonha em interpretar um dia?

Olha, eu seria injusto em dizer qual foi o mais marcante, porque como segue a entrevista acima, já falei de alguns muito significativos pra mim. Porém, tenho muito carinho pelo Sandro, um personagem também protagonista, humano, de trajetória amorosa que vai do erro e sofrimento à redenção; da sensibilidade, cuidado e dedicação à culpa. Um personagem, cuja construção, acho que posso chamá-lo de “o homem do amor”, do curta-metragem Entreolhares que, inclusive me rendeu os prêmios internacionais e nacional, de Melhor Ator, no The Scene Festival USA-Jun/20, Flight Deck Film Festival de Nova York-Set/20 e no 5° Festival de Cinema Bento Gonçalves, além da indicação no Lonely Wolf: London International Film Festival-Jul/20, também na mesma categoria.

Ah, ator sonha tudo né (risos), quero poder fazer todos os personagens, os mais variados possíveis. Mas acho que um galã-vilão, tipo esses que todo mundo odeia e ama ao mesmo tempo, no estilo, meu malvado favorito, seria bem interessante de compor. Ou um personagem ficcional, com poderes extraterrestres, que orienta as pessoas a seguirem o caminho que preferirem, segundo o livre arbítrio de cada um, e que pagassem o preço moral justo, pela escolha em meio a uma atmosfera de mistérios sobrenaturais. Eita, acho que criei um bom argumento pra ser desenvolvido agora (risos).

Nos conte um pouco sobre quem é Daniel Satti e o que o levou para a carreira artística?

Uma longa história (rs). Costumo dizer que sou artista na arte, na vida e na alma. Sou um paulistano de nascença, e um mineiro de criação, em Belo Horizonte. Tenho 47 anos, 20 anos de carreira como ator profissional. Comecei a carreira de ator no teatro em 2001, protagonizando um espetáculo de comédia de costumes e nunca mais parei. Tenho dois prêmios internacionais de “Melhor Ator” em festivais de cinema dos Estados Unidos, um nacional do festival de Bento Gonçalves e uma indicação, também na mesma categoria em um festival de cinema de Londres. Me formei em Comunicação Social com prêmio de melhor aluno do curso com Habilitação em Relações Públicas. Tenho também, quatro anos de faculdade no curso engenharia civil feitos, por influência familiar e tranquei antes de formar (risos). Recebi a nomeação de Membro Imortal, com o título de acadêmico efetivo na área de artes dramáticas da Academia de Ciências, Letras e Artes de São Paulo – ACLASP, assumindo a cadeira número 03, patroneada pelo ator e cineasta Anselmo Duarte em outubro do recente ano de 2019, quando fui indicado pela força da minha expressão artística.

Digo que sempre escutei uma voz dizendo para fazer teatro, como o artista interno que grita sem parar, porque quer se realizar. O mais interessante é que os meus passatempos na infância e adolescência eram sempre voltados indiretamente pra área artística. Eu sempre criava brincadeiras que tinham uma estória, aí chamava meu irmão, primos e vizinhos pra compor o elenco e obviamente, eu era o personagem principal, sempre (risos). Teve uma história que eu enchi o saco da minha mãe pra me levar num programa de tv famoso, na época em BH, onde cresci e morava, o Clubinho da Tia Dulce, exibido pela TV Alterosa, filiada do SBT, e fiz o figurino, criei a coreografia e coloquei meu irmãos e primos pra ensaiar e fomos, de fato, nos apresentar, foi hilário! Outra interessante, foi mais pra frente, na adolescência, que um tio comprou uma filmadora VHS e deixou lá em casa. Quando me deparei, eu já estava filmando comerciais que eu criava, já tinha aprendido a editar, colocar caracteres e finalizar os vídeos. E recentemente, num encontro com um vizinho numa das minhas idas a BH, veio me parabenizar por me ver em personagens na TV e lembrar que eu filmava com ele também nessas aventuras e que, por esse motivo, não tinha como eu não ter seguido essa carreira, já que era tão forte e natural em mim. Aí que me deu um estalo e caiu a ficha, tipo: “Putz!!!, não tinha enxergado isso dessa forma!”. Depois passei pelo momento que queria me tornar, um membro do conhecido Programa da Xuxa na TV Globo, como paquito (risos), enfim (rindo alto de mim mesmo agora). Conclusão, eu estava sempre buscando meios de me mostrar pro público. As minhas vozes internas sempre gritavam pra eu fazer brincadeiras relativas a estórias e seus personagens, a gravar com filmadora, a estar num palco, a dançar, a cantar, a estudar teatro e por aí vai. Como o meu pai é engenheiro mecânico, meu irmão mais velho estava fazendo engenharia civil, e por influência junto com a falta de informação de si mesmo, autoconhecimento e amadurecimento, na época, eu não tinha a clareza do artista em mim, e então, fiz vestibular, passei e comecei a cursar engenharia civil. Com esse artista interno gritando pra sair cada vez mais e mais alto, larguei a engenharia, mesmo tendo feito 4 anos, prestei o vestibular novamente, fui aprovado e mudei para algo que fosse pertinente à profissão de ator, porque, em paralelo, eu também tinha começado a estudar teatro a convite de um amigo, num curso técnico, e trocando ideia com pessoas próximas, entendi que era mais interessante eu ter uma formação em comunicação e assim, não colocar todos os ovos numa mesma cesta, popularmente falando. Tracei uma direção na minha mente que foi a de ir trabalhando como ator nos teatros em Belo Horizonte enquanto finalizava o curso de comunicação e imediatamente após a formatura, mudaria para o Rio de Janeiro pra dar continuidade à carreira, e assim foi feito. Estreei em 2001 protagonizando a comédia de costumes Casa, Dinheiro e Roupa Lavada, uma adaptação do texto O Primo Da Califórnia de Joaquim Manuel de Macedo, dentre outras peças. Me mudei para o Rio de Janeiro, e lá, percebi que havia voltado à estaca zero, pois não conhecia ninguém do meio e ninguém conhecia o meu trabalho. Comecei fazendo cursos para me relacionar, afinal, nessa profissão não existe trabalho se você não se conectar com outras pessoas, mostrar quem você é, como é o seu trabalho. Atuei em Fausto (Goethe) (2007) e Trem Fantasma – Uma comédia romântica (2010). Em 2004 estreei na televisão fazendo uma participação no episódio “Será Que Ela É?” do seriado A Diarista da TV Globo, interpretando Roberval. Nos anos seguintes realizei outras participações especiais, dentre elas, nas novelas A Favorita (2008), quando assinei o meu primeiro contrato como elenco de apoio, e Cama de Gato (2009), além da série Os Caras de Pau (2010) e outras.

Em 2012, ganhei notoriedade ao interpretar Frederico Carrilho, um pai de família bom e decente que passa dificuldades financeiras e abandona sua casa apesar de amar a filha Carmen Carrilho (Stefany Vaz), no remake da telenovela Carrossel, exibida pelo SBT. Até então, usava o nome artístico Daniel Satixe, e como acredito que tudo é energia, resolvi consultar a numerologia e passei a assinar como Daniel Satti após o término dessa produção. No ano de 2014 integrei o elenco de Pecado Mortal numa participação especial como Pente-Fino, segurança do contraventor Quim (Bruno Padilha) e exibida pela Record TV.

Nessa mesma emissora, fiz Os Dez Mandamentos (telenovela) (2015), vivi o oficial egípcio Panahasi, que é morto por Moisés, como consta numa passagem da Bíblia, na qual a história é baseada e teve grande repercussão marcando a mudança de fase da novela. Outro personagem histórico na TV foi Viriato Prazeres, o dono do teatro, que entra na trama e barra, a pedido de Chalaça (Rômulo Estrela), Domitila de Castro (Agatha Moreira), amante de Dom Pedro I (Caio Castro), que é humilhada em ópera, durante o período da Independência do Brasil, época em que é contada a estória de Novo Mundo (2017). Em 2020, dei vida ao vilão Donato Camargo, capanga de Dominique (Guilhermina Guinle), que entra em cena na novela Salve-se Quem Puder, para matar o Juiz Vitório (Ailton Graça) e fracassa na tentativa, sendo preso, e posteriormente, dado como morto. Inclusive, este personagem entrou para o ranking dos dez que despertam maior interesse do público, por meio das buscas no Google, após o primeiro mês da estreia, segundo uma matéria da renomada coluna de TV da Patrícia Kogut veiculada no jornal O Globo, olha que alegria e que grande reconhecimento.

Soubemos que você tem alguns projetos para o futuro. Pode nos contar um pouco mais sobre eles?

Com toda certeza, trabalhos em todos os veículos de comunicação! Estou em projetos de teatro, TV e cinema, graças a Deus. No teatro, estou envolvido em projetos de espetáculos que devo estrear nesse final de ano ainda, caso a pandemia seja superada. No cinema estou escalado em outros projetos para começar a filmar em breve, um deles, provavelmente em setembro. Na TV, também tenho trabalhos pra acontecerem, mas por conta do sigilo profissional, ainda não posso falar enquanto não estiver tudo bem definido. Estreei o meu canal do YouTube, DanielSattiOficial e aproveito aqui para divulgar e pedir para você se inscrever, curtir e participar com comentários e o que mais quiser. Abordo assuntos relacionados às minhas experiências de vida que sugerem reflexões, pensamentos, espiritualidade, trocas e doações que estou fazendo com o intuito de ajudar quem está disposto a escutar e buscar respostas em si mesmo para seguir a vida fazendo tudo o que mais ama, é nisso que acredito, não estamos aqui por acaso. E pra reforçar essa comunicação, criei e utilizo a hashtag #MeDeixaViver, que vem de uma expressão que uso na vida, há muitos anos e dou o significado de “me deixa ser eu, pleno, com todas as minhas características e desejos” e que aconselho, por meio do canal, a cada um fazer o mesmo. Comecei a postar os primeiros vídeos há pouco tempo. Vem aí um projeto digital que estou desenvolvendo e pretendo, através dos meus conhecimentos e experiências, ajudar e curar muitas pessoas com o desenvolvimento de técnicas para comunicação. Estou dando um start também no projeto de um livro que quero escrever, entre outras coisas mais.

Deixe uma mensagem aos fãs de positividade diante de um momento tão difícil que estamos vivendo.

Segundo a minha experiência, durante a vida, TUDO é SEMPRE entre nós. Nós mesmos e Deus, seja esse Deus qual for pra você, não estou falando de religiosidade. Se observe, se vigie, se respeite, se consulte, se aprove, se conecte e se ame em primeiro lugar, mais do que tudo. E tenha muita fé em Deus, acredite que tudo está certo como está e que tudo sempre dá certo na hora certa desde que você queira e permita. Nunca abra mão de si mesmo e de seus sonhos! Ame-se em primeiro lugar! Dê o seu melhor o tempo todo, em tudo que fizer. Não existe matéria que recompense o sentimento de satisfação de realizar o que você quer! Sempre valerá à pena, independentemente do tempo que levar, investir em si mesmo e seguir tudo que o seu coração manda, apesar dos desafios que surgem. E aí, aproveite, viva e desfrute o momento agora, que estiver vivendo, valorize-o, independente se está fácil (merecimento) ou difícil (aprendizado), porque só ele importa e é necessário o caminhar. O passado já se foi e serve só de aprendizado, referência e consulta, pra errar e não repetir o erro e o futuro ainda vai acontecer e está diretamente ligado ao como você pensará e agirá no presente, nesse momento agora. E lembre-se, se o problema está em você, a solução também estará! Então passe a amar os seus problemas, porque você sempre encontrará as soluções e estará se aprimorando e naturalmente se tornando uma pessoa melhor. Seja otimista e positivo, tudo ficará mais leve, mesmo nos momentos mais pesados. Esteja à frente e governe o seu corpo, a sua mente e a sua vida! Seja você mesmo, plenamente! Faça valer à pena, todo mundo tem esse direito e está apto pra isso, basta querer e ir atrás pra alcançar, eu sou prova disso!

Autores

  • Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

  • Luca Rocha Moreira, mais conhecido como Luca Moreira, é um jornalista, escritor e entrevistador internacional brasileiro. Conhecido por suas entrevistas com mais de 500 personalidades em cinco países diferentes em seus primeiros três anos de carreira. É autor do livro "300 Histórias para Inspirar".

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