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Deixando para trás o cavaquinho e a mistura de ritmos brasileiros e latinos, a banda Dom Pescoço se prepara agora para assumir um novo lugar de experimentação sonora, com arranjos enxutos e consistentes de guitarra, baixo e bateria, em uma produção com formato mais voltado para o rock.

A mudança é marca de “Delicadinho”, single de estreia do terceiro disco da banda. Gravada em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, a faixa acompanha um videoclipe ambientado na zona rural da região (assista aqui). A presença bucólica, junto com a pluralidade musical, inclusive, é uma das principais influências da banda. Confira a entrevista:

Oi, tudo bem? Vocês recentemente lançaram o single “Delicadinho”, estreia do terceiro disco. Sobre o que é a canção e como ela irá complementar o novo álbum do grupo?

Dom Pescoço: É uma canção que fala de amor e traz diversas imagens poéticas dentro de sua letra, saindo um pouco dos bordões usuais numa música romântica. Quando o cabelo azul se confunde com o azul do próprio céu, trazemos uma poética com veia lisérgica, metáforas dilacerantes quando o brilho dos olhos se confunde com o próprio sol. Assim nasceu Delicadinho.

Como surgiu a ideia de apostar em uma nova ideia de formato, contando que a banda sempre teve uma mistura de ritmos brasileiros e latinos?

Dom Pescoço: No fundo, no fundo, esta mistura rítmica nossa nunca deixou a banda, ainda existe e é bastante forte dentro de nosso atual projeto, o novo disco Chucro. Temos, por exemplo, Ijexá, afrobeat, rock, brega entre as faixas. Somos pessoas plurais, tão diversificadas no quesito ouvir música que o mais natural ao compor é trazer pra perto, justamente, todo este universo rítmico  que faz parte da gente. No entanto, nas conversas preliminares para produzir este álbum, decidimos amadurecer a ideia de trabalharmos em arranjos mais retos, mais objetivos, menos quebrados e com um formato mais simples, dançável e que tivesse um apelo maior de público. Acreditamos que este é o aspecto mais diferente em Chucro.

Quais mais lançamentos podemos esperar para 2021?

Dom Pescoço: Agora lançamos nosso segundo álbum cheio de carreira, Chucro. Estamos há mais de dois anos sem um novo disco e este vem trazendo muita música feita com amor e tesão. Diversos ritmos, letras inspiradoras, arranjos em cima serão as nossas marcas. A captação, mixagem e masterização estão hiper quentes, feitas por Alexandre Campos e vão trazer sonoridade pesada que nossas canções pedem. Planejamos também a produção de um novo videoclipe. Esperamos, em breve, ter mais novidades.

Para o início de ano, quais são os votos de positividade da banda?

Dom Pescoço: Vacinação geral, ampla, irrestrita, para que o mundo possa voltar ao seu novo normal. Muito trabalho bom e saúde para todos em primeiro lugar. Isso pra depois vir o que mais sentimos falta: multidões festivas em shows lotados, quentes, suados e cheios de vida. É o que desejamos e mais sentimos falta.  Se saia, Covid!

Para quem não os conhece, que é Dom Pescoço?

Dom Pescoço: Eu gosto muito de dizer que é uma banda cheia de tesão e amor em existir. Que ama fazer turnês pelo país, conhecer pessoas, tocar para novos públicos e interagir com geral. Nasceu na zona rural de São José dos Campos/SP, em 2014, num antigo sítio transformado em projeto cultural, o Largo dos Micuins, e desde então a banda existe, resiste, transmuta e faz trabalhos. Tem esta cara plural, cheia de misturas, por gostar de tudo que é música. Temperados, tropsicodélicos, bravios… Dom Pescoço é pra ouvir na rua, na estrada, na fazenda.

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Dom Pescoço: Chegou Chucro! O NOVO disco da Dom Pescoço! Já em todas as plataformas. Só vamuish!

Autor

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Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

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