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Em 2020, o Mato Seco completou 18 anos de carreira, e mesmo diante das dificuldades do ano, conseguiu levar entretenimento e música de qualidade aos seus fãs de forma segura. No meio do ano a banda lançou em parceria com o cantor João Suplicy, o single “Filhos da Quarentena” que fala sobre como será o futuro nos pós quarentena. 

Já este ano, o grupo de reggae, se prepara para lançar o EP “Carta da Humanidade para a Humanidade”. O disco trará uma coletânea de músicas, que estão de acordo com o atual momento que vive o mundo, a mensagem principal é clara, e traz esperança, paz e consciência humana sobre as pessoas e o nosso planeta. Confira:

O EP “Carta da Humanidade para a Humanidade” foi criado de forma bem específica para o momento em que a sociedade está passando. Nos conte um pouco sobre como foi o processo de criação desse EP e o que espera que o público sinta ao escutar as novas canções?

Mato Seco: A pandemia nos deixou muito reflexivos sobre o atual momento que o mundo está vivendo, pessoas estão morrendo, outras vivendo abaixo da linha da pobreza, e isso nos motivou a fazer movimentos de arrecadação de doações para os necessitados. Todo sentimento envolvido neste trabalho foi transportado para esse EP, pois queremos deixar uma mensagem positiva para a sociedade, queremos que as pessoas em primeiro lugar se respeitem e no futuro sejam melhores que ontem e hoje. Esperamos de coração que o público se sinta abraçado e tocado com nossa letra, e que ela desperte a bondade no coração de todos. 

O que a pandemia trouxe de maior aprendizado para a banda?

Mato Seco: Nosso maior aprendizado foi a empatia, entendemos que o pouco que podemos fazer para alguém, pode ser um milagre que aquela pessoa tanto necessita. 

Para os leitores que ainda não conhecem, quem é a banda Mato Seco?

Mato Seco: O Mato é uma banda de reggae roots, no auge dos seus 18 anos, nossa filosofia de vida é ser resistência através do amor. Fazemos música porque amamos e porque conseguimos tocar no íntimo dos ouvintes que se sentem acolhidos e fortes com nosso reggae. 

No ano passado vocês completaram 18 anos de carreira. O que mudou do início até hoje?

Mato Seco: No início o mundo era outro, não tínhamos toda essa tecnologia e acesso a internet. Fomos nos adequando a toda essa modernidade e evoluindo profissionalmente, hoje em dia somos uma banda mais robusta e que entende muito do mercado fonográfico. Nesses 18 anos construímos um legado que se eternizará na mente e no coração daqueles que ouvem nossa música, comparecem aos shows e abraçam a nossa causa. 

Durante a pandemia vocês realizaram lives beneficentes. Qual a importância que essas ações geraram na vida tanto de quem foi beneficiado, quanto de quem beneficiou?

Mato Seco: Durante a pandemia fizemos diversas lives, as primeiras foram com o intuito de ajudar toda a galera que trabalha nos bastidores dos shows e grandes espetáculos, roadies, técnicos de som, produtores e iluminadores, que perderam seus empregos no momento em que a pandemia impossibilitou a realização de shows. Muitos pais e mães de família passaram necessidade, nos vimos na obrigação de auxiliá-los com isso. Também fizemos lives para apoiar comunidades carentes da zona sul de São Paulo, outras de São Caetano do Sul, nossa cidade.  O impacto é muito positivo na vida de quem recebe essa ajuda, a gratidão que eles sentem é algo indescritível, e para nós também é algo que não dá para descrever, ajudar nossos irmãos é mais que nossa obrigação.  Que Jah abençoe a todos.

Autor

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Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

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