Editora Laszlo lança livro que ensina o caminho para envelhecer com saúde

Envelhecer com saúde é o desejo da maioria das pessoas e cuidar da alimentação é um dos meios para se ter uma vida longeva e ativa. Com o passar do tempo, o corpo começa a nos mostrar que a energia dos 20 e poucos anos ficou para trás, é quando dores e um ou outro problema de saúde surgem com mais frequência. Mas muito dos males que acometem às pessoas com o passar dos anos podem ser evitados com a mudança de hábitos e estilo de vida.

Conhecer as respostas do corpo através do que oferecemos para ele – seja pela alimentação ou do próprio meio em que se vive – pode evitar 90% das doenças e sinais de envelhecimento ao qual estamos sujeitos a vivenciar. É esse o tema do lançamento da Editora Laszlo, “Mais jovem pelos seus genes”, da autora Sara Gottfried. O título aborda os efeitos da epigenética e o quanto a saúde e o bem-estar podem andar juntos com a maturidade a partir do nosso investimento em autocuidado.

Cientista, pesquisadora, palestrante, professora de yoga e médica ginecologista formada em Harvard, Sara Gottfried tem mais de 25 anos de experiência. É autora de livros que frequentemente ocupam as listas dos mais vendidos do The New York Times e da Amazon.

A obra apresenta um programa de sete semanas, composto de um conjunto de propostas relacionadas à alimentação, ao sono, ao movimento, ao relaxamento, à exposição, ao descanso e ao pensamento. Depois desse período, o protocolo “Mais Jovem” funciona de forma contínua para manter as células se dividindo para sustentar os mecanismos de reparo do DNA e para reduzir suas chances de uma doença degenerativa, por exemplo. “Ao longo da vida, as influências mais profundas para a sua saúde, vitalidade e funcionamento não serão os médicos que você visita, os remédios e as cirurgias e outras terapias as quais você recorre. As influências mais profundas serão os efeitos cumulativos das decisões que você toma a respeito da sua dieta e estilo de vida na expressão de seus genes”, define o nutricionista genético Jeffrey Bland, que assina uma das citações do livro.

Romance de Jami Attenberg, aborda os danos psicológicos de uma relação familiar tóxica

Chega ao Brasil o sétimo romance de Jami Attenberg, obra que está conquistando leitoras de diferentes faixas etárias pelo mundo, sobretudo por trazer uma compreensão profundamente humana de personagens complexos, que formam uma família disfuncional.

Figurando na lista de melhores títulos lançados na temporada – em publicações como People, Vogue, EW, New York Post, Observer e Buzzfeed –, Nem tudo tem que ser seu (All This Could Be Yours, título original), é uma exploração oportuna e penetrante do que significa ser pego na teia de um homem tóxico; mostra como um relacionamento abusivo pode envolver gerações e aborda o que é preciso para se libertar. Com projeto gráfico de Manu Dourado e capa da Nine Editorial, o livro é um lançamento da Primavera Editorial.

“Se eu sei o porquê de ele ser do jeito que é, talvez eu possa entender o porquê de eu ser do jeito que sou”, pensa Alex, uma advogada cabeça dura, mãe amorosa e filha de Victor Tuchman – incorporador imobiliário sedento por poder. Agora que Victor está mais no leito de morte, ela sente que pode, finalmente, descobrir os segredos do pai. Ela viaja para Nova Orleans para estar com a família e, principalmente, para interrogar a mãe, Barbra, que se defende das perguntas incansáveis de Alex e reflete sobre a vida tumultuada com Victor. Enquanto isso, Gary – irmão de Alex –, está incomunicável, tentando iniciar a carreira no cinema, em Los Angeles. A esposa de Gary, Twyla, está tendo um colapso nervoso, explodindo em choro. A disfunção está no auge. À medida que cada membro da família lida com a história de Victor, eles devem descobrir uma maneira de seguir em frente, um com o outro, por si mesmos e pelo bem de seus filhos.  

Em uma entrevista para Joe Fassler, publicada pelo The Atlantic, a escritora e ensaísta Jami Attenberg afirma que o protagonista de Nem tudo tem que ser seu, Victor, é uma pessoa inerentemente solitária – da mesma forma que os narcisistas tendem a ser. “Por meio da sua solidão, ele justifica o fato de ser mercenário. Ele não acredita na vida após a morte de forma alguma; nunca sente que será julgado. Se fizer algo errado, não importa; a vida é apenas para o próprio prazer ou entretenimento; ele sente a emoção de ser cruel. Para mim, essa é uma mentalidade solitária, mas claro que existem outros personagens para os quais a qualidade de estar sozinho é, pelo menos potencialmente, algo rico e sustentável quase ao ponto de ser uma visão de mundo ou estética”, declara.

Para o Observer, sobre a motivação para escrever uma obra sobre masculinidade tóxica nos Estados Unidos e o flagelo do capitalismo, a autora declarou: “Eu estava interessada em mulheres brancas que votaram em Trump. Certamente é para onde meu olhar está indo agora, mas acho que a cada livro estou tentando descobrir o ‘porque’ dos personagens, e há inúmeras perguntas a serem respondidas no universo. Meus livros não vêm de um lugar de abordagem política, eles vêm de um lugar de personagens, pessoas, humanidade. Minha política entra inevitavelmente. Também não é uma coisa nova explorar a maneira como os homens maltratam as mulheres na minha ficção. O impacto do patriarcado na estrutura da família americana e nas identidades e psiques das mulheres é um tema de longa data em meu trabalho”.

TRECHOS DO ROMANCE |

Página 11

“(…) O telefone tocou. Era sua mãe, com quem ela raramente falava, exceto uma ou outra conversa desagradável ocasional. Trocavam fatos básicos da vida. Ela desistira dos pais havia muitos anos. As coisas nunca seriam honestas entre eles. Então, por que se preocupar em ter qualquer relacionamento com aquelas pessoas? Ela atendeu ao telefone de qualquer forma. Ninguém liga tarde assim para dar uma notícia boa. Se ela não atendesse, ficaria acordada a noite toda, imaginando o que poderia ter sido. Melhor saber logo.”

Página 27

“(…) Alex, em Nova Orleans. As coisas tinham mudado, agora estavam em movimento; um rio congelado havia muito derretia dentro dela, e as corredeiras estavam se formando. Agora, apesar de que nunca diria isso para ninguém, ansiava pela morte do pai, para que finalmente pudesse saber a verdade sobre ele.”

Página 100

“(…) Ela não queria filhos; Victor queria. Mas seu corpo estava sendo requisitado para a produção.”

Sequência de “A Guerra dos Tronos” ganhará audiolivro em 2021

Notícia boa para os fãs de Game of Thrones: a Tocalivros e o selo Suma, da Companhia das Letras, assinaram recentemente o contrato para a sequência das produções de audiolivros da série best-seller As Crônicas de Gelo e Fogo.  Depois do sucesso de A guerra dos tronos, as produções dos livros 2, 3, 4 e 5 devem começar no primeiro semestre de 2021.

As sequências seguirão o mesmo padrão de narração feito no primeiro audiolivro lançado em 2019, que conta com um elenco de 28 intérpretes e elogiado pela crítica. Enquanto a sequência ainda não fica pronta, os usuários da plataforma brasileira podem conferir o primeiro audiolivro da série de George R.R. Martin clicando aqui. A produção tem duração de 37 horas 17 minutos e 11 segundos, tendo valor de R$ 69,90.

“O Coração do Rei”: romance histórico revela fatos da vida e nuances inéditas de dom Pedro I

Muito já se escreveu sobre o primeiro imperador do Brasil, mas nada que se compare aos comentários apresentados em O Coração do Rei – A vida de dom Pedro I: o grande herói luso-brasileiro. Publicada pela Edições de Janeiro, a obra externa facetas pouco conhecidas do jovem impetuoso em seus 36 anos.

Com curiosidade jornalística, apurada pesquisa em documentos e periódicos de época e um prazeroso estilo literário, a jornalista e escritora Iza Salles vai além. Retrata um estadista astuto, negociador, gestor, respeitoso filho, pai apaixonado e um defensor das liberdades democráticas, ainda que nascido em berço autoritário.

O absolutismo que moldara na infância sua índole indomável nele se alternava com a admiração incontida pelos princípios do constitucionalismo, por cuja beleza fora arrebatado muito jovem. Resistia a se deixar comprimir nos moldes constitucionais, mas, ao mesmo tempo, submetia-se a eles. (O Coração do Rei, p.253)

O fio condutor da emocionante narrativa é frei Antônio de Arrábida, religioso que acompanhou dom Pedro em praticamente toda a sua vida. A escolha de um narrador para contar a história nasceu das muitas referências feitas por Otávio Tarquínio de Sousa ao frei nos três volumes de sua obra, “A vida de Pedro I”. A importância do religioso na trajetória do rei tinha sido, até então, ignorada.

Em O Coração do Rei, outros três religiosos ajudam a narrar os acontecimentos nos dois lados do Atlântico, e que fazem emergir o perfil de dom Pedro de forma precisa. Ao fim da obra, o leitor pode constatar – com ajuda da autora – que, na verdade, trata-se dos três maiores historiadores brasileiros do século XX, hoje quase esquecidos, a quem Iza Salles presta homenagem.

Mais uma bela surpresa trazida pela escritora, jornalista formada em 1965 pela então Universidade do Brasil, presa política pela ditadura em 1970, e repórter em jornais de resistência como Opinião e Pasquim. Às vésperas de completar o bicentenário da nossa independência – em 2022 –, o livro prenuncia os eventos comemorativos que terão como marco a reinauguração do Museu do Ipiranga, marco da emancipação brasileira.