Padre Reginaldo Manzotti abre o coração e fala sobre medos e incertezas

O medo, na sua função primordial e biológica, é considerado algo natural e até mesmo saudável por muitos especialistas. Constantemente presente em nossas vidas, o medo pode ter significados diferentes de pessoa para pessoa. Muitas vezes, temos a impressão que diversas pessoas não são atingidas por esse sentimento que pode ser relacionado com a fraqueza, como os padres.

Prontos para ouvir as maiores angústias das pessoas, os sacerdotes costumam não demonstrar medo pois são considerados fontes de força e segurança para milhares de pessoas, como explica Padre Reginaldo Manzotti. “Quando sou procurado por uma pessoa vivendo um momento difícil, tenho consciência que ela está procurando todo amor e compaixão de nosso Senhor. Então, para que essa pessoa se sinta confortável, abrir o coração e confiar em minhas orientações, não posso demonstrar sentimentos como medo ou insegurança”.

Mas, engana-se quem acha que ele não sente medo em diversos momentos. “Claro que sinto medo, sou uma pessoa de carne e osso como todas as outras. Sei que as vezes, parecemos pessoas inatingíveis, mas pode ter certeza que todo padre tem seus temores”, diz o sacerdote. Além disso, o sacerdote lembra que sentiu medo aos 11 anos, quando saiu de casa para seguir a vida sacerdotal. “Eu era apenas uma criança, a ‘raspinha do tacho’ dos meus pais. Por mais que sentisse o chamado de Deus em meu coração, é claro que senti todo o tipo de medo e insegurança possível em deixar minha família e amigos”.

E durante a adolescência não foi diferente. Com todas as incertezas e dúvidas comuns nessa fase, o sacerdote conta que tudo ficou mais intenso com o caminho escolhido por ele. “A adolescência é uma fase de descobertas, de novos sentimentos e claro, de muita intensidade. Com certeza sentimos muito medo do que está por vir, das escolhas que temos que fazer, afinal, ainda estamos em formação. No seminário não era diferente, tinha a rotina de estudos e de vivência, mas aproveitei essa fase importante da vida para me encontrar e ter certeza que minha vocação era ser padre”, comenta Padre Reginaldo Manzotti. Com o passar dos anos, o sacerdote explica que o amadurecimento fez com que ele entendesse que esse misto de sentimentos é natural. “Entendi que faz parte do processo do amadurecimento você questionar todas suas decisões e também as decisões que a vida impõe. Quando você entende que o medo não é um sinal de fraqueza ou covardia, você consegue fazer escolhas com mais clareza.” explica Padre Manzotti.

E como enfrentar os diversos temores que a vida apresenta? “Não podemos entregar nossa vida ao medo e viver em uma incessável tensão. É fundamental lidar com cada um dos temores e, na medida do possível, enfrentá-los, confiando na eterna Misericórdia de Deus. Quando as incertezas chegarem, lembre-se que somos filhos de um Deus do impossível. Ele, mais do que ninguém, sabe e prepara o melhor para um de nós”, aconselha Padre Manzotti.

Padre Marcelo Rossi retorna às livrarias com Batismo de fogo, sua obra mais pessoal

O maior fenômeno editorial do Brasil na última década, com mais de 16 milhões de exemplares vendidos, Padre Marcelo Rossi lança em setembro Batismo de fogo, seu primeiro livro pela Editora Planeta.

Na obra, o autor aborda as lembranças e reflexões do atentado que sofreu em julho de 2019, quando foi empurrado enquanto celebrava uma missa para mais de 100 mil jovens. O episódio poderia ter trazido graves consequências para o padre, que tem um problema sério na coluna.  “Maria me salvou”, ele lembra com emoção, assim como já havia salvado muitos anos atrás, quando sofreu um acidente de carro que o fez encarar a morte de frente, dias depois de ter sido ordenado padre.

Apoiado em memórias de episódios trágicos, o autor relata em Batismo de fogo os momentos que viveu e reflete sobre a vida, sempre passando uma mensagem inspiradora de transformação e superação. No livro, ele compartilha também lembranças de tempos de garoto, quando sonhava em ser professor de Educação Física, aos namoros da adolescência quando, inseguro, chegou a tomar anabolizante para ficar mais forte e bonito.

Ele conta ainda detalhes de sua luta contra a depressão e faz um apelo para que todos estejam atentos aos perigos dessa doença. O livro trata de temas difíceis como o suicídio, a inveja, e o consumismo, mas também de propósito, fé e a lição que ele considera fundamental. “Ser o melhor que você pode ser para servir aos outros”.

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