Por: Andrezza Barros
“Os Estranhos: Capítulo 1” não é uma sequência ou antecessor dos filmes lançados em 2008 e 2018. Na verdade, é um reboot, mas isso não significa que sua história irá apagar as histórias anteriores. O longa conta a história de Maya (Madelaine Petsch) e Ryan (Froy Gutierrez), um casal que inicia uma viagem para comemorar mais um ano do relacionamento, mas acabam vivendo momentos tenebrosos ao receberem a visita dos Estranhos, assim como no filme original.
Dirigido por Renny Harlin, tem Alan R. Cohen e Alan Freedland na roteirização. O filme traz uma ambientação com elementos típicos para o gênero como uma localização no meio do nada, iluminação sombria, sons e trilha sonora que leva a excitação para saber o que vem a seguir, além de uma pequena sensação de tensão, suspense e até mesmo claustrofobia.
Apesar dos aspectos positivos, o filme deixou a desejar na demora para desenvolver a ação e na falta de desenvolvimento dos personagens, não têm evolução e não existe a mínima possibilidade de simpatizar com ninguém. Além disso, algumas cenas de tensão acabam perdendo o rumo do gênero, beirando ao cômico, o que torna a experiência um pouco cansativa para os amantes do terror. O fato de tomarem decisões estúpidas é um dos aspectos que pode acabar irritando o espectador (assim como acontece em grande parte dos filmes de terror).
Chama atenção a ansiedade gerada em saber quem são as pessoas por trás das máscaras e suas motivações que são deixadas para o futuro. Como é o primeiro de uma trilogia, é de se esperar que não haverá um final que agrade, já que é necessário uma abertura para uma continuação.
No geral, “Os Estranhos: Capítulo 1” é um filme fraco para quem é amante de terror, mas um mediano para quem quer uma história clichê.
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