O influenciador Arthur O Urso, de 37 anos, afirma que foi impedido de apadrinhar o filho de um amigo após a Igreja ser informada sobre seu relacionamento poligâmico. Segundo ele, o convite já havia sido aceito pela família da criança, mas acabou barrado pouco antes da cerimônia.
Arthur diz que recebeu a decisão com surpresa. “Meu amigo queria muito que eu fosse padrinho, mas disseram que, por eu viver com mais de uma mulher, eu não seria o exemplo ideal dentro da Igreja. Foi constrangedor”, relata.
O influenciador, que há anos fala abertamente sobre relacionamentos não monogâmicos e consensuais, afirma que o episódio é mais um reflexo do preconceito que enfrenta. “Eu não estou falando de traição ou coisa escondida. Tudo é consensual. Mesmo assim, parece que a palavra ‘poligamia’ já fecha portas automaticamente”, comenta.
Ele conta que já viveu situações semelhantes fora do ambiente religioso. “Não é a primeira vez que algo assim acontece. Já perdi contratos, já deixaram de me convidar para eventos e já ouvi que eu ‘não combino’ com certos ambientes. A pessoa nem me conhece, mas já me julga”, afirma.
Arthur também destaca que as críticas não vêm apenas de homens ou espaços conservadores. “Tem muita mulher que me critica também. Às vezes apoiam liberdade, mas quando veem um relacionamento não monogâmico na prática, a reação muda. Parece que o discurso é moderno, mas o limite é curto”, diz.
Apesar do constrangimento, ele afirma que não guarda mágoa da instituição religiosa. “Eu respeito a Igreja e entendo que cada instituição tem suas regras. Só acho que as pessoas confundem escolha de vida com caráter”, declara.
Para o influenciador, tornar o caso público é uma forma de abrir discussão. “Se meu estilo de vida incomoda tanto, talvez o problema não seja o amor em si, mas o medo de sair do padrão”, finaliza.
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