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Duas paixões no mesmo lugar. Este é o Gato Café, fundado por Giovanna Molinaro em julho de 2020 e pioneiro no mercado do Rio de Janeiro. O local está instalado em um casarão em Botafogo, na zona sul da cidade, com decoração temática estilosa, cardápios deliciosos e, claro, muitas interações com os gatos que ali vivem. A melhor parte é que os clientes podem socializar com os gatinhos enquanto comem e bebem interagir com residentes distintos e, se sentirem uma ligação especial, podem tentar adotá-los formalmente e dar-lhes um novo lar. Uma ótima oportunidade para se divertir, desfrutar da hospitalidade oferecida e contribuir com a causa dos animais.

Tudo começou quando ela adotou seu primeiro gato e se apaixonou à primeira vista. Depois de viajar para o Japão, seu sonho começou a se tornar realidade, onde conheceu o conceito de cat cafe e resolveu trazer essa ideia para que os brasileiros também possam desfrutar principalmente em uma cidade com mais de 10 milhões de gatos abandonados no país.

Desde a abertura, Giovanna implementou CatYoga como um evento semanal. Os exercícios são feitos com gatos, e os alunos convivem com gatos entre as poses, proporcionando uma paz única aos amantes dos animais. Confira a entrevista!

De início, gostaria muito de saber de onde surgiu a ideia de criar uma cafeteria onde é possível se ter essa interação com essas fofuras que são os felinos? 

Em 2018 eu fiz uma viagem para o Japão e lá conheci o conceito de catcafé, mas não tinha pensado como modelo de negócio para mim, ainda. Mesmo porque lá os gatinhos eram todos de raça e não estavam para adoção, mas eu já tinha sentido que era um lugar incrível, quando voltei de viagem eu já comecei a pesquisar sobre o assunto, só por curiosidade mesmo. Aí descobri que estavam surgindo em outros países catcafes com foco na adoção de gatinhos de rua, foi quando percebi que era o negócio para mim.

Foto: Divulgação

Quando alguém se interessa em adotar um desses bichanos, quais são os procedimentos realizados para que eles possam ter um novo lar onde não se tenha nenhum tipo de mau tratos?

Fazemos adoção responsável, e as nossas instituições parceiras, que é a mesma que traz os gatinhos, faz essa avaliação a partir de um formulário e uma entrevista,  para ter certeza que aquele é o adotante ideal para nossos gatinhos!

Foto: Divulgação

Além do café, você também implementou o Cat Yoga, uma atividade feita uma vez por semana, sempre ao lado dos pequenos felinos. Como o público recebe essa ideia e como é feita a atividade?

O catyoga é muito legal, todo mundo que faz gosta, inclusive os gatinhos, eles tem uma energia muito boa e a gente consegue fazer uma troca muito legal durante a prática. A aula é feita com uma professora de yoga na área dos gatinhos mesmo, assim eles se sentem bem à vontade, porque estão na casinha deles.

Foto: Divulgação

Imaginamos que durante todo esse tempo, deva ter ocorrido diversos momentos incríveis dentro do Gato Café, mas, existe algum na qual você tenha em mente como o inesquecível?

O mais inesquecível para mim, claro, foi o dia que decidi adotar a minha gatinha Malala. Ela foi do primeiro grupo de moradores do café, e conquistou meu coração de cara, mas teoricamente eu não podia adotar nenhum outro gato. Aí um dia saiu da sala dos gatos uma família muito interessada na Malala e quando eu soube fiquei desesperada, decidi ir falar com ela, contei que ela ia embora iria ter uma família, ela olhou para mim, colocou a patinha no meu rosto e deu cabeçadinhas no meu boné. Naquele momento eu soube que ela tinha que ser minha filha, adotei hahaah

Nós soubemos através de sua biografia, que parte da ideia da Gato Café veio da cultura japonesa, onde avistou pela primeira vez a ideia. Como foi sua primeira reação ao visitar o negócio e quais foram as principais adaptações que teve que fazer ao trazê-lo para o Brasil?

Eu fiquei maravilhada desde a primeira vez que pisei em um catcafe, achei a ideia genial, a energia incrível e a possibilidade de passar um tempo com vários gatinhos simplesmente mágica. Para trazer para o Brasil, eu fiz uma pesquisa para entender o que o público brasileiro mais gostava, e além de trazer a questão da adoção, a principal diferença foi dar um foco maior também para área do café. No catcafé do Japão, as opções de bebida eram todas em máquinas automáticas e não tinha comida para humanos, mas brasileiro gosta mesmo é de sair para comer. Então decidi trazer junto aos gatinhos o conceito de cafeteria temática, que também conheci lá.

Foto: Divulgação

Atualmente, o Gato Café está sendo um sucesso no Rio de Janeiro, sendo a primeira loja do tipo no Brasil. No início você já avistava esse público certo aqui no país? 

Na verdade eu sempre acreditei na minha ideia e no meu propósito, mas tinha muito medo da aceitação do público brasileiro ao negócio, porque era uma grande novidade, mas não tem jeito, os gatinhos conquistam todo mundo.

Nas últimas décadas as mulheres têm mostrado cada vez mais sua força em criar negócios de sucesso no mundo, tais como Mary Barra da General Motors e Susan Wojcicki, CEO da YouTube, e Bella Weems da Origami Owl. Qual sentimento você tem em fazer parte dessa mulheres que estão quebrando cada vez mais padrões na área empresarial?

Eu acredito demais nas mulheres em qualquer área de trabalho. Um dos motivos de eu ter desistido da vida de CLT foi justamente ter sofrido com machismo no meu antigo emprego. Acredito que merecemos muito mais destaque do que realmente temos, mas não tenho dúvidas que vamos conquistar esse espaço.

Foto: Arthur Zannatto

Para terminar a entrevista, tem uma coisa que achamos muito interessante ao ver o cardápio da Gato Café que são os alimentos personalizados que vocês fazem. Isso tudo foi pensando diretamente por você? Como funciona a criação de cada ideia que vai parar no menu?

O cardápio inicial foi todo criado por mim, foi uma loucura de testes em casa para deixar tudo com a cara mais “gatificada” possível, também muita procura por fornecedores que comprassem a nossa ideia. Hoje já modificamos o cardápio algumas vezes e os nossos colaboradores sempre sugerem novas ideia e melhorias, incentivamos muito essa troca, pois acreditamos que todos podem contribuir para um gato café melhor.


Acompanhe no Instagram: Gato Café | Giovanna Molinaro

Autores

  • Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

  • Luca Rocha Moreira, mais conhecido como Luca Moreira, é um jornalista, escritor e entrevistador internacional brasileiro. Conhecido por suas entrevistas com mais de 500 personalidades em cinco países diferentes em seus primeiros três anos de carreira. É autor do livro "300 Histórias para Inspirar".

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Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

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