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Com apenas 19 anos e da Zona Sul e periferia de São Paulo, o criador traz por meio de seus posts e vídeos, diversas dicas de moda e mostra também que ela se renova todos os dias e pode ser expressada de diferentes formas. Lifestyle é mais um nicho abordado por Paduan. Mostrar para as pessoas que elas podem se sentirem bem vestindo o que amam é um dos objetivos do influenciador que respira moda.

No instagram e com um feed impressionante, o influenciador publica conteúdos como, registros com os mais variados tipos de looks incríveis, dicas de moda e tendências, ideias de poses para fotos, entre outros. No tik tok também cria seu conteúdo seguindo o mesmo segmento e abrangendo para demais trends da plataforma. Confira a entrevista!

Natural da periferia da cidade de São Paulo, você hoje é considerado uma revelação no sentido de lifestyle e moda nas redes sociais. Como foi que ocorreu a sua entrada nesse meio? Ele foi um nicho explorado por acaso ou o interesse já vinha de você?

Eu sempre tive vontade de percorrer esse lado da moda, quando via e ainda vejo artistas, consigo ver que eles se expressam também pela roupa que estão vestindo. Isso sempre me encantou, então a vontade ficou maior e não demorei muito pra abrir meu guarda roupa e investir em vários looks.

Atualmente você tem apenas 19 anos e digamos que acabou de entrar na maioridade, por assim dizer. Infelizmente, muitas pessoas que ainda vivem em mundos fechados, ainda não reconhecem a profissão dos influenciadores e blogueiros como um trabalho. Você já passou por momentos assim de críticas? A idade ainda nova chega a agravar certas situações?

Com toda certeza, o preconceito com quem deseja seguir esse ramo é enorme. A geração passada tem a ideia de que precisamos de uma faculdade, um trabalho registrado para nos tornarmos alguém na vida. Isso provavelmente funcionava bem melhor antes da era digital, mas agora, os caminhos se tornaram mais amplos e maiores. Toda vez que recebo tipos de comentários que podem me desmotivar, eu tento não trazer pra mim, porque sei que é apenas desinformação e uma opinião que não vale a pena ser considerada.

Dando uma rápida passada em seu Instagram, podemos ver uma vasta gama de dicas e tendências do mundo da moda. Esse tipo de conteúdo ainda é muito taxado como algo majoritariamente feminino, ou os homens têm ganho uma igualdade em relação à esses assuntos? Como enxerga essa questão de gostos e sexos?

A alguns anos atrás eu diria que sim, o conteúdo de moda ainda era muito taxado como feminino, mas agora as barreiras estão menores. Podemos ver perfis gigantes de homens fazendo um trabalho maravilhoso e que inspira outros homens. Acredito que nosso gosto não define nosso gênero ou sexualidade, deveríamos mesmo quebrar esse estereótipos de que cores tem sexo, peças de roupa tem gênero. A moda é expressão e se aquilo faz você se sentir bem, você deveria vestir.

Um dos objetivos de seu trabalho é mostrar que as pessoas podem se sentirem bem vestidas com o que realmente amam. Como um criador de conteúdo que comenta isso profissionalmente, você realmente acredita que qualquer estilo tenha o seu lado bonito? Como funciona essa psicologia que gira em torno do conceito do belo na moda?

Pra mim todos os estilos são bonitos sim, por trás de toda peça existe um artista que a desenhou pensando em cada detalhe e se isso se popularizou é porque encanta os olhos de muitos. É imensamente importante não descartar os valores ou menosprezar peças feitas por estilistas grandes ou periféricos, cada local tem sua vivência, talvez a arte da periferia não seja tão bela da nata da sociedade, mas se a nata da sociedade convivesse com a periferia, provavelmente entenderia toda sua estética.

Soubemos que uma das maiores responsáveis por te influenciar nesse tema foi a sua mãe Rosangela. Poderia nos contar um pouco mais sobre como é esse apoio entre vocês dois?

Ter apoio dela é a coisa principal da minha carreira, ela sempre me segurou nos piores momentos, quando bate aquela bad e me sinto sozinho, sem saber para qual lado seguir, ela vem e acende uma luz. Acredito que sem o apoio dela, eu levaria um tempo muito maior para conquistar o que estou conquistando agora.

Se existe um hábito que passou a se tornar cotidiano na vida das pessoas, estamos falando das críticas. Com a chegada das redes sociais, tal como o Instagram, onde celebridades principalmente mostram seus looks em eventos e red carperts, essa liberdade de se comentar cresceu ainda mais. O fator de todos nós termos estilos diferentes nos torna mais aptos a criticarmos os outros por sermos todos diferentes na maneira que nos vestimos? Se justo estarmos cada vez mais julgando as pessoas pelas suas escolhas fora ou dentro das tendências?

Ser diferente do outro não lhe dá o direito de senso crítico – penso assim; Para julgar o outro, você precisa entender do que ele fala, e se você é diferente dele, provavelmente você não entende. Julgar algo que você não conhece, não é crítica, é ignorância. As pessoas perderam o senso de individualidade, “se você não se vestir como eu me visto, você é horrível”, isso é totalmente contra o que acredito, as pessoas devem se vestir diferente e não ser criticadas por isso. Críticas são construtivas quando não ofende minha imagem e pessoa, essas eu apoio, críticas que sei que vão me fazer melhor e são feitas por uma pessoa que entende do meu assunto.

Uma pergunta direta para fecharmos a entevista: o que a moda significa hoje na sua vida?

Liberdade

Autores

  • Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

  • Luca Rocha Moreira, mais conhecido como Luca Moreira, é um jornalista, escritor e entrevistador internacional brasileiro. Conhecido por suas entrevistas com mais de 500 personalidades em cinco países diferentes em seus primeiros três anos de carreira. É autor do livro "300 Histórias para Inspirar".

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Andrezza Barros (Niterói, 21 de abril de 1995) é uma jornalista, colunista e entrevistadora do entretenimento.

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