Considerado um dos mais importantes festivais de cinema no Brasil, evento traz sessões com recursos de libras e audiodescrição diretamente na tela, sem a necessidade de dispositivos externos

15º Olhar de Cinema expande recursos de acessibilidade com janela de libras em sessões exclusivas

Por Andrezza Barros • 02 jun 2026
15º Olhar de Cinema expande recursos de acessibilidade com janela de libras em sessões exclusivas
Cred Walter Thoms

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Nesta quinta-feira (4), inicia a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, um dos principais eventos dedicados à sétima arte no Brasil. Além de contar com produções vindas de todo o mundo, o que mostra a importância dos variados modos de como fazer cinema, esta edição traz novidades em relação à acessibilidade, com uma média de sessões inédita e maior que em outros festivais. 

Entre as 125 exibições do Olhar de Cinema, 16 delas contam com recursos de libras, audiodescrição e legenda descritiva, sendo ao menos uma sessão diária. A novidade deste ano é a presença de acessibilidade na tela, em que as pessoas têm a possibilidade de assistir  aos filmes com a janela de libras diretamente da tela, sem precisar desviar o olhar para um aparelho externo. 

“A partir do processo de troca e escuta com a comunidade de pessoas com deficiência compreendemos a importância de garantir que a acessibilidade estivesse presente na tela de cinema e não a partir de dispositivos externos, garantindo que mais pessoas pudessem ter acesso aos filmes e ter uma experiência cinematográfica mais completa”, comenta Gabriel Borges, co-diretor artístico do Olhar de Cinema. 

Entre as exibições com acessibilidade na tela, estão sete dos oito filmes da Mostra Competitiva Brasileira, um da mostra Exibições Especiais e alguns títulos do programa de curtas, todos descritos no guia oficial do festival.

Todas as sessões com acessibilidade na tela ocorrem na Cinemateca de Curitiba, com exceção de uma exibição da Mostra Pequenos Olhares que acontece no Auditório Poty Lazzaroto, no Museu Oscar Niemeyer – MON, no sábado (6), às 16h. 

As sessões são gratuitas e abertas ao público, com distribuição de ingressos 30 minutos antes de cada exibição. Além disso, haverá intérpretes de Libras e uma profissional especializada no atendimento a pessoas com deficiência visual, que farão o acompanhamento e orientação do público.

Confira todas as sessões com acessibilidade nesta edição do Olhar de Cinema.

-“Yellow Cake” (Dir. Tiago Melo | Brasil | 2026 | 97’) – Retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção é estrelada por Rejane Faria (“Marte Um”) Tânia Maria (“O Agente Secreto”).
Sessão:  4 de junho, às 19h30 – Ópera de Arame (sessão com libras, audiodescrição e legendagem descritiva) – Diferente das demais, essa sessão conta com acessibilidade via aplicativo – MLoad

“A Holandesinha” (Dir. João Gabriel Kowalski, Luisa Godoi | Brasil | 2026 | 90’) – Acompanha Luiza Godoi Acosta, uma jovem com Síndrome de Down que sonha em ser cineasta e realiza o seu primeiro curta-metragem “Lágrimas de um Pierrot”. O documentário percorre todas as etapas do processo criativo, revelando sua visão de mundo, os desafios enfrentados e as superações diante do capacitismo. Produzido no interior do Paraná, o filme celebra a inclusão e afirma o cinema como espaço de possibilidades, pertencimento e perseverança.  
Sessões: 6 de junho, às 15h40 – Cine Passeio (Sala Luz) (sessão com libras)
                 6 de junho, às 15h50 – Cine Passeio (Sala Ritz) (sessão com libras)
                 8 de junho, às 14h – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita, com acessibilidade na tela, audiodescrição, libras e legenda descritiva)
                 8 de junho, às 20h – Cine Passeio (Sala Ritz) (sessão com libras)

 “A Menina que Queria ser Pedra” (Dir. Jackson Abacatu | Brasil | 2026 | 9’) –  Um menino curioso e uma menina serena se encontram à beira de um lago. Ali surgem reflexões sobre a vida, de forma sutil e inesperada. Afinal, o que é ser uma pedra? 
Sessões:  6 de junho, às 16h – Auditório Poty Lazzarotto (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “A Noite e os Dias de Miguel Burnier” (Dir. João Dumans| Brasil | 2026 | 80’) – Convivendo com o tédio e a falta de oportunidades, abraçados ao álcool como único companheiro das noites e dos dias, um grupo de amigos se esforça para levar a vida adiante num pequeno distrito minerário do interior do Brasil.
Sessões: 9 de junho, às 14h15 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Aterro Zeitgeist”( Dir. Kapel Furman | Brasil | 2026 | 8’) –  Uma história sobre uma estranha ilha e seus cidadãos com cabeças de concreto, e um aterro onde eles achavam que poderiam se livrar dos seus males, até uma pequena Carranca de barro aparecer. Um conto surreal sobre como toda ação gera consequências. 
Sessões:  6 de junho, às 16h – Auditório Poty Lazzarotto (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Disciplina” (Dir. Affonso Uchôa | Brasil | 2026 | 45’) – Kelly, jovem professora de Português, começa a dar aulas em uma escola pública. Em uma aula, ela discute com Nicolas, jovem aluno do segundo ano, e os dois tem de resolver o confl ito diante do diretor. A discussão traz ensinamentos: Kelly aprende que na periferia do Brasil, a exceção é a regra; e Nicolas aprende que é preciso reconstruir o presente para ver o futuro. 
Sessões:  10 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Ecos do Amanhã” (Dir. Antônio Eder |Brasil | 2026 | 7’) – Em um mundo onde o cotidiano revela silenciosamente os sinais do colapso ambiental, uma pequena abelha percorre três histórias interligadas que expõem os dilemas da nossa era: a alienação urbana, o consumismo desenfreado e a escassez de recursos naturais. Sem diálogos, o curta-metragem Ecos do Amanhã nos convida a refletir sobre nossos hábitos e escolhas diante da crise climática. Além do alerta, é um convite à reflexão do presente e do futuro incerto. 
Sessões:  6 de junho, às 16h – Auditório Poty Lazzarotto (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Enluarada” (Dir. Pedro Nascimento | Brasil | 2026 | 10’) – Lucília busca por paz sob a luz do luar, mas é acometida por manifestações intensas de seu subconsciente, que a obrigam a buscar, em sua individualidade, uma forma de enxergar um mundo melhor dentro de sua vida caótica. Ao longo de uma noite atravessada por emoções da personagem, que ganham forma e presença, a narrativa parte de um caráter surrealista e subjetivo que propõe uma imersão no íntimo invadido de Lucília, desencadeando uma jornada que representa um processo de escuta interior. 
Sessões:  7 de junho, às 14h30 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Estrelas Terrestres” (Dir. Rafael Neri M. Ferreira | Brasil | 2025 | 15’) – Miguel, 17 anos, morador de uma pequena cidade do interior do Brasil, sonha em se tornar ator. Ao passar em um teste em uma grande cidade, ele se vê diante do dilema de deixar para trás sua casa e seu melhor amigo, João. Miguel percebe que fugir é mais fácil do que se despedir. 
Sessões:  7 de junho, às 14h30 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

 “Flora & Airto: O Som Revolucionário” (Dir. Jom Tob Azulay | Brasil | 2026 | 98’) –  Documentário musical de longa-metragem sobre a história do célebre casal de músicos Flora Purim e Airto Moreira, que marcaram o panorama da música mundial a partir dos anos 1970 como pioneiros da jazz-fusion. Durante uma gravação fonográfica nos dias de hoje, o filme entrelaça as vidas pessoais e profissionais dos dois artistas no passado e no presente. 
Sessões:  13 de junho, às 19h30 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Futuro Futuro” (Dir. Davi Pretto | Brasil | 2025 | 86’) – Em um chuvoso futuro próximo, um homem sem memória nomeado K embarca em uma jornada trágica e absurda para tentar encontrar o seu lugar no mundo após usar um estranho dispositivo de IA criado para ajudar pessoas com uma nova síndrome neurológica.
Sessões:  5 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Kika Não Foi Convidada” (Dir. Juraci Júnior | Brasil | 2026 | 15’) – Uma menina descobre que não é bem-vinda em uma festinha de aniversário. Enquanto aprendem sobre o valor de uma verdadeira amizade, crianças ensinam sobre empatia e acolhimento. 
Sessões:  6 de junho, às 16h – Auditório Poty Lazzarotto (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Marimbã está acontecendo” (Dir. Maryn Marynho | Brasil | 2026 | 15’) – O pensamento de Marimbã percorre diversos sonhos através das águas, tecendo relações de afeto para corpos dissidentes, em um vislumbre de futuro possível. Transparentalidade, rede de apoio, infância, envelhecimento, espiritualidade… como nós, pessoas trans, imaginamos estar daqui 20, 40, 60 anos? 
Sessões: 10 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Olhe Para Mim” (Dir. Rafhael Barbosa | Brasil | 2026 | 89’) – A mãe de Marcelo desapareceu quando ele tinha 10 anos de idade, deixando nele um vazio sem fim. O menino se tornou um jovem que vaga por cemitérios e se refugia em memórias inventadas para suportar a realidade. Um dia, dois seres misteriosos atravessam seu caminho. Marcelo embarca com uma dupla numa viagem pelas fronteiras entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.
Sessões: 7 de junho, às 20h15 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

-“Papaya” (Dir. Priscilla Kellen | Brasil | 2025 | 74’) – Uma pequena semente de mamão, apaixonada pela ideia de voar, precisa continuar se movendo para evitar enraizar-se. Perseverante, ela descobre o poder de suas raízes, que conectam a vida por caminhos profundos e misteriosos, desencadeando uma grande revolução, transformando seu ambiente e realizando seu sonho da forma mais inusitada. 
Sessões:  5 de junho, às 15h45 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Pirexia” (Dir. Nico da Costa | Brasil | 2026 | 20’) – Baby, um rockstar em ascensão, é atormentado por uma febre que o impede de criar músicas novas. Ao receber uma ligação de Pepeu, seu ex-companheiro musical e ex-amante, eles decidem compor uma última música juntos: uma melodia de cura e ressurreição para ser tocada em uma noite de lua de sangue. 
Sessões: 10 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Quase Inverno” (Dir. Rodrigo Grota|Brasil | 2026 | 93”) – Três irmãs retornam para a fazenda em que nasceram. Em meio ao reencontro com o irmão, recebem a visita de militares e encaram questões e segredos do passado. 
Sessões: 12 de junho, às 13h30 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

 “Segunda Pele” (Dir. Dea Ferraz | Brasil | 2025 | 60’) –  Segunda Pele testemunha 6 artistas habitando seus corpos. Mulheres que atravessam a própria pele para nos falar de suas existências. De uma forma experimental e poética, o filme faz uma jornada do corpo marcado ao corpo fluido, tentacular e livre. 
Sessões:  1 de junho, às 13h30 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

– “Telúrica, a íntima utopia” (Dir. Mariana Lacerda | Brasil | 2026 | 104’) – Em São Paulo, a companhia teatral Ueinzz — formada por atores que vivem em sofrimento psíquico — cria uma peça sobre a extinção da Terra e a vontade humana de perdurar. Durante os ensaios, sonhos, palavras e modos de existência emergem como espécies frágeis a serem preservadas. Enquanto atuam, o grupo contempla a sobrevivência, o pertencimento e a preservação contínua de sua própria comunidade. 
Sessões: 6 de junho, às 13h45 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

-“Tornar-se Ciborgue no Interior” (Dir. Louisa Savignon | Brasil | 2026 | 20’) – Leo e Julia, proprietários de um sítio, querem filhos, mas estão com problemas de fertilidade. Ava e Mia, um casal lésbico, acabaram de se mudar para o sítio vizinho. A vinda das duas mulheres criará tensão com os vizinhos. 
Sessões: 7 de junho às 14h30 – Cinemateca de Curitiba (sessão gratuita e com acessibilidade na tela)

O festival ocorre de 4 a 13 de junho e contará com sessões em espaços culturais importantes da capital paranaense, sendo o MON – Museu Oscar Niemeyer (Auditório Poty Lazzarotto), a Ópera de Arame, o Cine Passeio, a Cinemateca, e o Teatro da Vila. 

Com mais de 80 filmes, entre curtas e longas-metragens, a programação está dividida nas mostras Competitiva BrasileiraCompetitiva Internacional, Novos Olhares, Mirada Paranaense Sanepar, Exibições Especiais, Olhares Clássicos Cine Passeio, Olhar Retrospectivo, Pequenos Olhares, Filme de Abertura e Encerramento

Os ingressos estão disponíveis com valores que vão de R$8 (meia-entrada) a R$16, pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br. O Olhar de Cinema ainda contará com sessões gratuitas no Teatro da Vila, no CIC e algumas sessões no MON.

Filme de abertura

“Yellow Cake”, filme de Tiago Melo, retrata as consequências de um experimento conduzido por cientistas estrangeiros que tentam erradicar o mosquito Aedes aegypti com o uso de urânio. Quando o experimento falha, uma pesquisadora brasileira precisa, com a ajuda de garimpeiros locais, conter o desastre antes que seja tarde demais. A produção é estrelada por Rejane Faria (“Marte Um”) Tânia Maria (“O Agente Secreto”).

A exibição ocorre na Ópera de Arame em uma tela especial de mais de 400 polegadas montada especialmente para a sessão e para um público de cerca de 1.500 pessoas. 

Filme de Encerramento

O longa selecionado para encerrar a 15ª edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é “Salvação” (“Kurtulos”| Dir. Emin Alter | Turquia, França, Países Baixos, Grécia, Suécia | 2026 | 120’), que tem sua estreia mundial no evento. Com direção de Emin Alper, o filme se passa em uma aldeia remota no alto das montanhas turcas, em que o regresso de um clã exilado reacende uma antiga disputa de terras. Ressentimentos adormecidos ressurgem e Mesut, irmão do líder local, é acometido por visões perturbadoras que acredita serem avisos divinos. À medida que as convicções religiosas, as lutas pelo poder e as tensões aumentam na comunidade, eles seguirão para a tragédia ou para a salvação?

Mais informações sobre o 15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba pelo site oficial: www.olhardecinema.com.br, assim como pela rede sociais Instagram – @olhardecinemaFacebook/Olhar de Cinema; Tik Tok: @olhardecinema; X/Twitter: @Olhardecinema_.

15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba é um projeto realizado com recursos da Lei Rouanet, patrocínio master do Terminal de Contêineres de Paranaguá e patrocínio de Peróxidos do Brasil, Mili, Itaú, Fomento Paraná e Sanepar. Apoio da Cinemateca, Teatro da Vila, Cine Passeio, Icac, Projeto Paradiso, Uninter. Apoio cultural MON. Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná. Lei Rouanet – Incentivo a projetos culturais, Ministério da Cultura – Governo Federal – União e Reconstrução.


Serviço:
15º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Site oficial: www.olhardecinema.com.br
Redes Sociais: Instagram: www.instagram.com/Olhardecinema
                          Facebook: www.facebook.com.br/Olhardecinema
                          Tik Tok: @olhardecinema,
                          X/Twitter: @Olhardecinema_
Produção: Grafo Audiovisual
Patrocínio Master: Terminal de Contêineres de Paranaguá
Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar
Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC – Instituto Curitiba de Arte e Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, Projeto Paradiso e Uninter
Apoio Cultural: MON
Incentivo: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Secretaria da Cultura, Profice e Objetivos de desenvolvimento sustentável
Realização: Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo brasileiro
Projeto realizado com recursos da Lei Rouanet.
Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

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