O ator Hugo Bonèmer comemora o sucesso de “O Talentoso Ripley”, espetáculo que chega à reta final de sua temporada no Teatro Laura Alvim, em Ipanema. Após sessões esgotadas e forte repercussão entre o público e a crítica, a produção segue em cartaz até o fim de maio com apresentações às sextas, sábados e domingos.
Baseada na obra da escritora Patricia Highsmith, a peça acompanha Tom Ripley, personagem marcado pela obsessão, manipulação e desejo de ascensão social. No palco, Bonèmer assume múltiplas funções: além de protagonizar o espetáculo, também atua como produtor, diretor e cenógrafo da montagem ao lado de Kamilla Rufino.
Segundo o artista, a recepção do público surpreendeu toda a equipe.
“Meu sentimento é de satisfação e prazer de continuar com esses atores e essa equipe sensacional. Gratidão também por ver o público recebendo com carinho essa reestreia em um espaço icônico do Rio de Janeiro, de frente para a praia de Ipanema”, afirmou.
O ator conta que já esperava atenção em torno do clássico, mas não imaginava a dimensão da resposta do público carioca.
“O sucesso pra mim foi absolutamente inesperado. Eu sabia que ‘O Talentoso Ripley’ era um título muito forte, com legiões de fãs, mas eu não imaginava que as pessoas iriam abraçar o nosso trabalho dessa forma”, disse.
A montagem utiliza como base a adaptação teatral escrita por Phyllis Nagy a partir do romance publicado em 1955. Ao longo dos anos, a obra ganhou diferentes versões para o cinema e televisão, incluindo o filme estrelado por Matt Damon e a recente adaptação da Netflix com Andrew Scott.
Para Hugo Bonèmer, interpretar Tom Ripley exige atravessar emoções desconfortáveis e compreender as motivações mais profundas do personagem.
“Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da Phyllis Nagy opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram”, explicou.
“É um exercício de empatia perigoso, porque ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”, completou.
A atriz Guilhermina Libanio, que interpreta Marge e Sophia, também destacou o processo criativo da montagem e elogiou a parceria entre Hugo e Kamilla Rufino na direção.
“É incrível ser dirigida pelo Hugo. Ele é um diretor muito generoso, com uma escuta muito aberta, atento, sensível, que se preocupa muito com o seu elenco”, afirmou.
Ela também acredita que o espetáculo encontrou no suspense psicológico um caminho pouco explorado nos palcos brasileiros.
“A peça está muito linda, muito interessante, muito instigante. É um estilo que a gente não vê tanto no teatro, essa coisa meio suspense, meio terror”, disse.
Além de Bonèmer e Guilhermina, o elenco reúne Francisco Paz, João Fernandes, Cassio Pandolfh, Laura Gabriela e Tom Nader.
Após o encerramento da temporada, Hugo Bonèmer afirma que pretende direcionar o foco para novos projetos no teatro, cinema e streaming. Entre os próximos lançamentos confirmados está a série Amor da Minha Vida, do Disney+.
Descubra mais sobre Andrezza Barros
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.



