Evento reúne autoridades e criadores e marca fase de expansão das produções nacionais

Netflix celebra 15 anos no Brasil com novo escritório em São Paulo e presença do co-CEO Greg Peters

Por Andrezza Barros • 27 jan 2026
Netflix celebra 15 anos no Brasil com novo escritório em São Paulo e presença do co-CEO Greg Peters
Greg Peters, co-CEO da Netflix, e Elisabetta Zenatti, vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, durante cerimônia de abertura do novo escritório da empresa em São Paulo (Crédito: Marcos Serra Lima/Netflix)

A Netflix iniciou as comemorações por seus 15 anos no Brasil com a inauguração de um novo escritório em São Paulo nesta terça-feira (27). A cerimônia contou com a presença do co-CEO da empresa, Greg Peters, além de autoridades, líderes da indústria criativa e parceiros do audiovisual. O momento marca uma nova etapa da plataforma no país, reforçando o peso estratégico do mercado brasileiro para o entretenimento global.

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“O novo escritório é um passo natural na trajetória construída ao lado da comunidade criativa brasileira ao longo dos últimos 15 anos”, afirmou Peters. “Temos muito orgulho de caminhar com os criadores do Brasil e ver de perto como o país produz histórias que atravessam fronteiras.”

Impacto econômico e expansão no Brasil

Localizado em Pinheiros, o novo escritório é o único da América Latina ocupado exclusivamente pela Netflix. As obras de construção e adaptação do prédio geraram mais de 2 mil oportunidades de trabalho e movimentaram R$ 141 milhões na economia paulistana. A equipe brasileira também cresceu: somente em 2025, o time local aumentou 20%.

Nos últimos três anos, a empresa trabalhou com mais de 40 produtoras brasileiras, gerando mais de 12 mil empregos em projetos lançados em 2025. Para o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a presença da plataforma fortalece a cidade como polo criativo. “A ‘Netinha’ seguirá produzindo conteúdos brasileiros para o Brasil e para o mundo”, afirmou.

Também participaram do evento Pedro Guerra, chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, e Marcelo de Assis, Secretário Executivo da Cultura e Economia Criativa do Estado.

Produções brasileiras em alta

Desde sua chegada ao país em 2011, a Netflix tem ampliado sua atuação na produção local. A primeira série original brasileira, 3%, estreou em 2016 e abriu caminho para títulos que ganharam forte alcance global, como:

  • Sintonia – cinco temporadas e agora um filme derivado, previsto para 2026
  • Caramelo – maior sucesso global entre filmes brasileiros da plataforma, superando 50 milhões de visualizações em três meses
  • Os Donos do Jogo – série de máfia no top 40 global do segundo semestre de 2025

Entre julho e dezembro de 2025, a audiência global das produções nacionais cresceu 60%. Em 2026, chegam ao catálogo:

  • Emergência Radioativa – minissérie inspirada no acidente de Goiânia (1987)
  • Brasil 70 – minissérie sobre a seleção brasileira tricampeã
  • Sintonia: O Filme
  • Um filme baseado em O Diário de um Mago, de Paulo Coelho
  • Reality Sua Mãe te Conhece, apresentado por Cláudia Raia
  • Novo melodrama de Mauro Mendonça Filho com Marieta Severo, Alice Wegmann, Nanda Costa e José de Abreu

Para a vice-presidente de Conteúdo da Netflix Brasil, Elisabetta Zenatti, o momento reflete maturidade criativa e estratégica: “Histórias brasileiras ganham o mundo porque falam de temas universais. Isso só é possível com conexão real com o público e parcerias fortes com as mentes mais criativas do país.”

Apoio ao cinema independente

A Netflix também vem ampliando sua atuação no cinema independente nacional, com pré-licenciamentos, investimentos e acordos de distribuição. Um dos exemplos é O Agente Secreto, longa brasileiro premiado e indicado ao Oscar, para o qual a empresa contribuiu no financiamento e no licenciamento futuro para o catálogo.

Outros títulos apoiados:

  • Vicentina Pede Desculpas – novo filme de Gabriel Martins
  • O Filho de Mil Homens – de Daniel Rezende, pré-selecionado para o Oscar 2026
  • Uma Mulher Sem Filtro – de Arthur Fontes
  • Rodeio Rock – de Marcelo Antunez

Segundo Peters, a estratégia é permanecer flexível para atender às demandas dos produtores brasileiros: “Queremos ser os melhores parceiros e ajudar a dar vida às histórias.”

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