Evento da Tour House reuniu gestores e especialistas em São Paulo para debater como tecnologia, dados e experiência vão moldar a jornada do viajante em 2026
A Tour House Viagens Corporativas, TMC do Grupo Tour House com mais de 35 anos de atuação, realizou no fim de abril, em São Paulo, a primeira edição de 2026 do TH Talks, evento promovido pela empresa para debater os rumos do setor, reunindo 50 gestores de viagens, clientes e parceiros estratégicos para discutir o tema “Automação Inteligente: eficiência e tranquilidade – o que o viajante corporativo espera em 2026?”. O encontro trouxe uma visão aprofundada sobre as transformações do setor, com destaque para o papel da tecnologia aliada ao atendimento humanizado.
A abertura foi conduzida por Fernando Sampaio, diretor de relacionamento da empresa, que reforçou o compromisso da Tour House em antecipar tendências e promover discussões relevantes para o mercado. “Todos os anos trazemos temas pulsantes do nosso setor. A inteligência artificial já é uma realidade e não tem volta. Mas a automação, por si só, não resolve tudo. Existe um elemento essencial que precisa caminhar junto, que é a relação humana. Quando focamos apenas na tecnologia, criamos gargalos que impactam diretamente a experiência do cliente”, afirmou.
Na sequência, Hugo Souza, gerente comercial da B2B Reservas, compartilhou uma reflexão sobre o papel da automação inteligente e, principalmente, da estrutura que sustenta a tecnologia. Em sua apresentação, destacou que o Brasil já é o 10º maior mercado de viagens corporativas do mundo, o que aumenta a necessidade de eficiência e integração nos processos. Segundo ele, o viajante corporativo atual quer concentrar sua atenção exclusivamente no objetivo da viagem, sem se preocupar com etapas operacionais. “Quando ele faz o check-in, não quer pensar em mais nada. A questão é: quem já resolveu tudo para ele antes disso? A resposta não está apenas na tecnologia, mas na fundação que permite que ela funcione. Sem dados confiáveis, sistemas integrados e uma jornada conectada, a inteligência artificial não aprende e não entrega valor”, explicou.
O debate sobre a jornada do viajante continuou no painel com Paula Peroni, Sales Account Executive da Delta Air Lines, e Ana Rocha, coordenadora de Vendas da LATAM Airlines, que abordaram as transformações na experiência aérea. As executivas destacaram os investimentos em tecnologia para melhorar a experiência do cliente, desde o check-in automático e o uso de biometria até a personalização a bordo e a otimização do tempo em aeroportos. Também ressaltaram os desafios trazidos por fatores externos, como as mudanças climáticas, e a necessidade de garantir ao passageiro mais autonomia e agilidade em toda a jornada. “A tecnologia tem um papel fundamental na eficiência e na experiência, mas nada substitui o fator humano. O cliente precisa ter escolha e suporte em todos os momentos”, pontuaram.
A evolução da mobilidade corporativa foi apresentada por Cristiane Yumi, diretora comercial da Movida, que relembrou a transformação do setor ao longo dos últimos anos, saindo de processos burocráticos e manuais para uma operação digital, ágil e centrada no usuário. Ela destacou que hoje a jornada do viajante corporativo está diretamente ligada à velocidade, praticidade e autonomia, com soluções cada vez mais integradas ao smartphone, além de avanços em sustentabilidade, como a ampliação de frotas híbridas e elétricas. “A jornada corporativa hoje é sobre ganhar tempo, ter controle e personalização. A tecnologia precisa estar a serviço dessa eficiência”, afirmou.
Representando a hotelaria, Laís Careche, Sales director da Accor, trouxe a visão do setor sobre o uso da tecnologia aliado ao cuidado com o hóspede. Ela destacou que, embora cerca de 70% das reservas já sejam feitas online, o grande diferencial da hotelaria continua sendo o atendimento humano. “A tecnologia automatiza o que é operacional, mas o hotel é o lugar do toque humano. É onde o cliente precisa se sentir cuidado, reconhecido e acolhido. É isso que transforma uma estadia em experiência”, explicou.

Encerrando o evento, a palestra de Gian Terhoch, CEO da Tour House Viagens Corporativas, consolidou o principal insight do encontro ao reforçar que o futuro do setor depende do equilíbrio entre tecnologia e relacionamento. Segundo ele, embora a inteligência artificial seja uma tendência inevitável, ela não substitui o papel humano, especialmente em momentos críticos da jornada. “Nós sempre fomos reconhecidos pela excelência no atendimento, e agora estamos investindo em tecnologia para fechar esse ecossistema. Mas é fundamental saber dosar o momento de automatizar e o momento de ter uma pessoa presente, principalmente quando algo dá errado”, afirmou.
Gian também destacou que a automação não deve ser vista apenas como uma ferramenta de redução de custos, mas como um meio de melhorar a experiência do cliente. “A automação resolve performance, mas o encantamento vem do humano. Não faz sentido empilhar tecnologia se não houver alguém na ponta. A simples presença de uma voz humana, em momentos de dúvida ou problema, já representa esperança para o cliente”, disse. Ele concluiu ressaltando que, no mercado de viagens corporativas, será cada vez mais difícil operar de forma totalmente automatizada. “Esse é um setor de intermediação, de relacionamento. A tecnologia é essencial, mas não podemos nos afastar do cliente. O futuro está no equilíbrio”, finalizou.
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