Dentadura ainda é coisa de avó? Especialista explica como as próteses mudaram e quando elas são indicadas

Por Aldair dos Santos • 20 ago 2026
Dentadura ainda é coisa de avó? Especialista explica como as próteses mudaram e quando elas são indicadas

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Durante muito tempo, falar em dentadura era lembrar das próteses usadas pelos avós. Mas a odontologia mudou, e as opções disponíveis hoje estão bem diferentes das de décadas atrás.

A dentista e especialista em prótese Dra. Marcelly Bernardes explica que ainda existe muito preconceito e desinformação em torno das próteses dentárias. Para ela, o mais importante é entender que cada caso precisa ser avaliado individualmente e que a indicação não depende apenas da idade do paciente.

“É muito comum a pessoa associar a prótese à velhice, mas isso não é uma regra. Existem diferentes tipos de prótese e a escolha depende da quantidade de dentes perdidos, das condições da boca e das necessidades de cada paciente”, explica Marcelly.

Além da conhecida dentadura, existem hoje alternativas como próteses parciais, próteses sobre implantes e outros modelos que buscam devolver não apenas a aparência do sorriso, mas também funções importantes, como mastigação e fala.

Outro ponto que merece atenção é o tempo de uso. Uma prótese não deve ser encarada como algo definitivo que acompanha o paciente pelo resto da vida sem necessidade de acompanhamento. Com o passar dos anos, a boca sofre alterações e a adaptação da prótese pode mudar.

“Mesmo quando a pessoa está acostumada e não sente nenhum incômodo, é importante fazer acompanhamento. A prótese pode precisar de ajustes ou até ser substituída. Não existe um prazo igual para todo mundo”, explica a especialista.

Para Marcelly, deixar o preconceito de lado é também uma forma de cuidar da saúde. A ausência de dentes pode interferir na alimentação, na fala e na própria qualidade de vida, e a prótese pode ser uma das alternativas para recuperar essas funções.

(Crédito: Divulgação)

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