“Natureza Íntima – Fendas de uma Mulher”, livro de Maria Barretto, exorta as mulheres a encontrarem a própria potência feminina

A jornada de Maria Barretto com o feminino teve início há mais de uma década, quando engravidou e logo passou a conduzir um trabalho singular de autoconhecimento feminino, auxiliando as mulheres a seguir em direção à própria potência e autonomia.

Como coaching e facilitadora de processos de empoderamento feminino, orienta as clientes de diferentes gerações para que conquistem mais clareza sobre os próprios sonhos, talentos, desejos, desafios e medos – com o objetivo de ajudá-las a ganhar intimidade com as suas máscaras, conduzindo-as em um trabalho de intimidade com corpo. Com isso, elas fazem um trabalho de alquimia nas couraças para conquistar a liberdade e a potência feminina. Para reverberar os conhecimentos com um público maior, a paulista está lançando o livro Natureza Íntima – Fendas de uma Mulherpela Primavera Editorial. 

Graduada em Administração e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Maria Barretto atuou em organizações não governamentais de referência no Brasil e exterior. Como pesquisadora, viajou por todo o país, conhecendo as diferentes realidades sociais; em uma temporada de estudos em Londres se aprofundou nos temas sustentabilidades e branding.

Uma crise de estresse, em 2008, a fez repensar a vida e a impulsionou a visitar a Indochina – viagem que a convidou a olhar para dentro, a sentir e escutar mais profundamente a voz da alma. “Eu estava em um momento de matar algo dentro de mim, de esvaziar, deixar morrer um padrão de relações e a forma de trabalhar para que o novo pudesse emergir. E assim foi”, detalha Maria, cuja atuação profissional é produto de uma vivência intensa, legítima e genuína.

O estudo do sagrado feminino – filosofia que promove a consciência sobre os aspectos espirituais, mentais, emocionais e físicos das mulheres; que fala sobre as forças e capacidades; que estimula a conexão com a intuição e a natureza – consolidou essa nova direção profissional singular. A experiência da maternidade a aproximou ainda mais do feminino e a auxiliou a desenvolver uma metodologia de trabalho para que possa ser um apoio para mulheres que passam por dilemas ou momentos de transformação e transição: ter ou não filhos; casar ou não; permanecer ou não com o marido; mudar de carreira ou mantê-la; fazer as pazes com os pais e/ou consigo; abdicar do papel de vítima; e a refletir sobre as próprias patologias, como pólipos, miomas e endometriose.

O próprio processo como mulher e curandeira em um constante movimento de transformação a inspirou a escrever Natureza Íntima, sobretudo após vivenciar o terceiro puerpério. “Esse livro propõe uma reflexão sobre a minha própria jornada e as ferramentas que escolhi para torná-la mais profunda e autêntica. Tudo o que tenho para compartilhar é fruto, em primeiro lugar, da minha própria experiência como mulher e dos processos que vivi como meninas, filha, amante, mãe, esposa, amiga, curandeira e profissional. Também é uma mistura de estudos que aprofundei com diferentes mestres, de linhagens distintas, do coaching tradicional com base na Antroposofia às medicinas ancestrais e ao xamanismo indígena. Reuni conhecimentos técnicos e científicos como aprendizado empírico e sabedorias tradicionais e holísticas”, detalha a autora.

Primavera Editorial lança “A Mensageira das Violetas”, da poetisa Florbela Espanca

O segundo volume da coleção Bela Flor, em homenagem à poetisa portuguesa Florbela Espanca, estará disponível para os leitores de Língua Portuguesa a partir de agosto. Lançado em e-book, A Mensageira das Violetas traz mais de 60 poesias e sonetos de uma escritora excepcional e uma mulher à frente do seu tempo, que transformou um ousado diário íntimo em literatura de excepcional qualidade. O lançamento integra o portfólio digital da Primavera Editorial.   

Uma das marcas da produção literária de Florbela Espanca é o arrebatamento e a linguagem telúrica, elementos com os quais construiu uma obra com forte teor confessional: densa, amarga e triste. A expressão poética – via contos, poemas, cartas e sonetos – é marcada por sentimentos como amor, saudade, sofrimento, solidão e morte, mas sempre em busca da felicidade. São textos que convidam o leitor, sobretudo as mulheres, a refletir sobre o amor, a devoção e o erotismo de uma forma deslocada do tempo. Aliás, a produção literária dessa portuguesa socialmente inovadora, nascida no século XIX, dialoga perfeitamente com as defesas feministas contemporâneas.

Segundo Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial e autora do prefácio, Florbela sempre teve uma necessidade de colocar para fora os próprios sentimentos, o que torna a sua obra tão pessoal e biográfica. “Florbela nunca precisou levantar bandeiras, porque ela em si já era a personificação da emancipação feminina em sua época. É impossível passar incólume à sua obra, que cozinha amor, erotismo e devoção – devoção esta, muitas vezes, submetidas ao amor de um homem, sim, mas sempre consciente em ser uma escolha, não uma imposição”, analisa Larissa.

Espelho, espelho meu: existe uma menina mais vaidosa que eu?

A roupa nova de Doralice é uma alegre e moderna releitura do famoso conto “A roupa nova do rei”. Escrita pela autora e tradutora paulista Monica Stahel, a obra conta a história de Doralice, uma jovem vaidosa e autoconfiante que não perde a chance de lançar moda no vilarejo em que vive.

Tudo muda em Vilas das Luas quando uma estilista estrangeira promete costurar, exclusivamente para Doralice, um vestido com um tecido encantado: somente as pessoas de alma limpa e bons sentimentos seriam capazes de enxergá-lo. Ao acreditar que seria uma excelente oportunidade de testar as pessoas, a jovem aceita a proposta mas acaba surpreendida, já que nem ela mesma consegue ver o vestido. Ao desfilar pela rua para exibir o seu novo modelito, todos se espantam e o motivo é um só: Doralice estava nua, foi surpreendida pela própria vaidade e pela própria soberba!

“No dia seguinte, não deu outra. As garotas foram chegando, todas sem roupa, umas mais à vontade, outras meio envergonhadas. Logo veio Doralice, toda empertigada, exibindo de novo a roupa prodigiosa. Mas, quando viu as outras moças, ficou roxa como o vestido. Pela primeira vez, deixou o orgulho de lado e soltou a voz, gritou para quem tivesse ouvidos: – Dona Rosá me traiu, vendeu o tecido encantado para todo esse bando de gente.” (A roupa nova de Doralice, pág. 32)

Com ilustrações de Luciana Romão e publicada pela Saíra Editorial, a obra abre um diálogo despretensioso com as crianças sobre vaidade, autoestima e autoimagem… tudo isso sem perder a diversão e a leveza. Outro ponto forte da história é a naturalidade com que Monica traz a nudez, também apresentada com descontração: Vilas das Luas, enfim, torna-se Vila das Nuas, já que todas as mulheres adotaram a nova tendência e saem pelas ruas como vieram ao mundo.

Doralice aprende sua lição e, de quebra, consegue ainda transmitir aos leitores ensinamentos valiosos ao transformar o que seria sua desgraça em aprendizado.

Dia do Escritor: Mulheres na literatura

No dia 25 de julho comemora-se o Dia do Escritor. Uma data oportuna para discutir a participação das mulheres na literatura. Afinal, a maioria dos livros considerados clássicos são de autoria masculina. Porém, nunca é demais lembrar, nomes como Cora Coralina, Raquel de Queiroz, Clarice Lispector e Cecília Meireles engrandecem a literatura brasileira, reconhecida mundialmente.

Além de constituírem a maioria da população brasileira, as mulheres também formam o maior público consumidor de livros no país. Nesse cenário, emergem não só leitoras, mas escritoras em todas regiões, apresentando belas obras de ficção, não-ficção, poesias e crônicas. Hoje vamos apresentar cinco expoentes da literatura para mostrar que as mulheres escrevem, e escrevem muito bem. E isso não tem padrão, nem idade!

IZABELLA DE MACEDO

A escritora curitibana estreou oficialmente com o lançamento Mulheres Normais, em 2020. Este é o primeiro de um desafio pessoal de lançar um livro de crônicas por ano. E não falta incentivo. Além do maridão, as seguidoras da Izabella no Instagram foram determinantes para tornar as publicações nas redes sociais uma obra literária. Com sua escrita leve e divertida, essa mediadora de conflitos por formação transforma fatos decepcionantes na vida real em histórias bem humoradas na ficção.

KARINA MANASSEH

A escrita sempre foi uma paixão e um refúgio, mas seus textos eram guardados a sete chaves. Até que um dia esse ímpeto foi maior e ela escreveu um romance. Assim, a jornalista paulistana deu vida ao livro Entre Cabul e a dança das borboletas, lançado em 2019. Uma história de entregas e expectativas, idas e vindas de um casal que vive uma paixão em encontros fortuitos pelo mundo. A inspiração de Karina? Viagens que fez a lazer e a trabalho, incluindo Washington, onde mora atualmente.

BECCA MACKENZIE 

E o que dizer das jovens escritoras? Elas não deixam por menos! O lançamento da Becca Mackenzie, Se pudesse contar as estrelas, atingiu a marca de mais de 900 mil leituras no Wattpad, a plataforma gratuita de leitura e compartilhamento de livros. A obra, que conta a história de um menino de 9 anos que acorda sem memória, foi eleita pelos embaixadores do aplicativo uma das melhores de 2019. Com o feito essa escritora de fantasia nascida em Brasília e formada em Administração tornou-se a primeira brasileira no seleto programa Wattpad Stars.

ANDRÉA MARQUES 

Entre as escritoras contemporâneas, a literatura hot também ganha espaço. Garoto de Programa é o último livro da paulistana Andréa Marques, que adiciona elementos sensuais nessa trama que trata de liberdade, acolhimento e empoderamento feminino. Com este já são cinco títulos, praticamente um lançamento por ano, depois que ela deixou de lado a profissão de terapeuta ocupacional para se dedicar exclusivamente as suas duas maiores paixões: os filhos e a literatura.  

ANNE VALERRY

A arte sempre esteve presente na vida desta escritora, que foi bailarina, coreógrafa e professora de dança. Mas a paixão pelos livros a fez seguir a carreira na área de Letras. Foi assim que Anne decidiu conciliar as aulas como professora de Português e Espanhol com a escrita, que trouxe alento em um momento difícil, com a perda do pai e de um irmão. A primeira obra veio em 2018 e, nas próximas semanas, é publicado o segundo livro desta escritora que retrata paixões tórridas: A Dama das Lavandas.

Livros para viajar sem sair de casa

Crédito/Pixabay

No último dia 13 de junho, foi celebrado o Dia do Turista. No momento em que precisamos ficar em casa por conta de uma pandemia, os livros ganham força pelo poder mágico de fazer viajar sem sair do lugar. Por isso, a Disal fez uma seleção especial para quem quer conhecer outras culturas ao mesmo tempo em que aprende ou desenvolve habilidades em um novo idioma.

Italiano na cozinha – Angela Emilia Mela

Receitas da cozinha caseira regional da Itália acompanhadas de histórias pessoais da autora e de curiosidades da cultura italiana. Além da tradução das receitas o livro contém um amplo vocabulário italiano-português que contempla desde o preparo das receitas até os ingredientes e utensílios. Uma forma primorosa e apetitosa de se aprender a língua italiana. A autora, Angela Mela vive em Roma e dá aulas e palestras sobre a história da cozinha italiana.

Entenda os Americanos – Um guia para quem visita os Estados Unidos – Yale Richmond

Por que os americanos são tão abertos e otimistas? Quando é aceitável negociar com eles, e como fazê-lo? Caso seja convidado para um jantar informal, quando você deve chegar e como deve agir? Este livro oferece: Uma nova perspectiva sobre práticas comuns, costumes e crenças que definem os americanos; Conselhos práticos como prolongar seu visto; orientações sobre como compreender a sociedade americana explicando partidos políticos, privacidade, família, trabalho e dinheiro. Escrito em estilo coloquial esta obra é uma referência ideal para qualquer pessoa que pretenda passar um certo tempo, por menor que seja, nos Estados Unidos!

Fale tudo em Alemão em viagens! – Corine Standerski

Um guia completo para a comunicação em Alemão em viagens com um conteúdo cuidadosamente planejado tendo em vista as diversas situações vivenciadas pelo viajante, do aeroporto às emergências. O guia contém: perguntas e frases usuais, diálogos situacionais, vocabulário e expressões de uso comum, dicas e informações culturais e glossários temáticos. Acompanha um Áudio CD com frases usuais e diálogos situacionais.

Fale tudo em Espanhol em viagens!– Cecília Blasco

Seguindo a mesma linha, este título é o melhor companheiro de viagem para quem pretende ir à Espanha ou países que falam espanhol. Cuidadosamente pensado para ajudar o turista nas mais diversas situações, mesmo as mais imprevisíveis. O guia também traz perguntas e frases usuais, diálogos situacionais, vocabulário e expressões de uso comum, dicas e informações culturais e glossários temáticos. Áudio do material disponível no Spotify e Deezer.

Fale tudo em Francês em viagens! – Nancy Alves

A França é um dos principais destinos turísticos do mundo. Todos os anos, milhares de pessoas passam por seus centros históricos, museus, catedrais e pela irresistível Torre Eiffel. É tanta coisa para ver, aprender e sentir que o melhor mesmo é ter um guia que mistura cultura com dicas do idioma para não perder nada. Esta edição da série “Fale Tudo” também vem com frases usuais, diálogos situacionais, vocabulário e expressões de uso comum, dicas e informações culturais. Acompanha CD de áudio.

Cinco Livros para celebrar o Dia Nacional da Imigração Japonesa

Divulgação

Em 18 de junho é celebrado o Dia Nacional da Imigração Japonesa. A data faz referência à chegada do primeiro navio com imigrantes japoneses em território nacional, em 1908. Passados mais de 100 anos, o Brasil é o país que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão, com mais de 1,6 milhão de descendentes. Para homenagear a comunidade e os fãs da cultura nipônica, a Disal selecionou algumas obras onde é possível entender um pouco mais sobre das tradições, costumes e idioma. Confira:

Meu avô japonês (Fabiana Shizue)

Na obra, Isabel aprende com seu avô como foi a adaptação dos imigrantes japoneses em terras brasileiras, os rituais e celebrações típicos do Japão e descobre que, mesmo tendo nascido aqui, ela também faz parte da história de seu povo e pode ajudar a preservar a cultura japonesa.

Cinema japonês na Liberdade (Alexandre Kishimoto)

Com linguagem precisa, agradável e direcionada diferentes públicos, não só os cinéfilos, o livro provoca ampla percepção do passado do cinema japonês no Brasil desde que chegou com projeções ambulantes no meio rural, por volta de 1926. E aponta, ainda, a repressão do regime de Getúlio Vargas à colônia nipônica na década de 1940, a constante catarse provocada pelos filmes japoneses nos espectadores, a diversidade em gêneros e estilos dessa produção cinematográfica e sua influência na obra de cineastas brasileiros.

Você Conhece a Joana?Bilíngue Português-japonês (Maria Eugenia)

Você conhece as Joanas? Elas têm o mesmo nome e muitas coisas em comum. Mas as diferenças também não são poucas. Com texto ágil e imagens instigantes, que completam o entendimento da obra, a autora apresenta ao jovem leitor duas meninas chamadas Joana. Elas sabem que são diferentes, mas não deixam que isso se torne um empecilho para uma grande amizade.

Como dizer tudo em japonês (Ron Martinez e Nobuo Yanai)

O leitor brasileiro dispõe de muito pouco material didático para o aprendizado do idioma japonês. Faltava uma referência de consulta sobre como expressar-se corretamente em uma infinidade de situações, de uma viagem de turismo até uma reunião de negócios com um cliente estrangeiro. Como dizer tudo em japonês é um guia imprescindível para que você possa expressar exatamente o que deseja, seja você iniciante ou já fluente no idioma, como um falante nativo do japonês faria. Um guia de referência obrigatório em viagens, no escritório e na sala de aula.

3500 palavras em japonês (Thierry Belhassen)

Este vocabulário de bolso foi concebido para ajudá-lo a se comunicar em japonês em viagens de negócios ou turismo. Para tornar mais fácil a consulta, as palavras estão classificadas por temas ou situações mais comuns vividas no exterior, tais como meios de transportes, férias – praia e montanha -, vida urbana, compras, trabalho e lazer.

O Mal-estar da Civilização

Divulgação | Grupo Editorial Edipro

O que o médico neurologista e psiquiatra, Sigmund Freud, quis ensinar com a obra-prima, O Mal-estar da Civilização, publicada pela editora Edipro? Para ele, o mundo é feito de regras sociais, leis e privações de todas as espécies que atingem o homem em cheio. Mas a humanidade tem a capacidade de viver com tantas imposições?

A resposta é não. Neste estudo, além de mostrar os danos psicológicos que as privações dos instintos naturais dos homens causam nos indivíduos, Freud avalia o comportamento das pessoas em relação a essas regras. Ele cita que as pessoas naturalmente não cumprem todos os limites que a sociedade impõe, logo, isso gera uma eterna espiral de hipocrisia em que a civilização sobrevive e se constrói.

Segundo o pai da psicanálise, é impossível que as pessoas construam laços firmes e fortes diante de tantas proibições, neste sentido elas escondem suas obscuridades, fingem não ser quem são e formam os relacionamentos em cima de omissões e mentiras.

Além das crueldades escondidas, a formação da sociedade ficou baseada em discursos que permitiam atos cruéis em nome de um bem maior diante aos que regem essas regras e leis, tais como as guerras.

Neste sentido, Freud não só vê o homem dividido entre a sua natureza e a cultura, mas sim sofrendo todas as consequências que isso pode causar. Patologia social é o sofrimento continuo e propagado pela sociedade.

Ficha técnica
Editora:
Cienbook
Assunto: Psicanálise
Preço: R$ 29,00
ISBN: 9788568224175
Edição: 1ª edição, 2020
Tamanho: 14×21 cm
Número de páginas: 96
Onde comprar: Amazon

Sinopse: O mal-estar na civilização nos apresenta a teoria freudiana de que o conflito entre as regras sociais e as pulsões primitivas do homem seria a principal causa dos distúrbios psicológicos de nosso tempo. Escrito em 1929 e publicado no ano seguinte, tornou-se uma das obras mais lidas do psicanalista tcheco. Este estudo da relação entre a sexualidade e a agressividade do indivíduo e a opressão civilizatória da cultura é uma verdadeira investigação sobre as origens da infelicidade do homem. O mal-estar na civilização — nesta edição traduzida por Saulo Krieger e prefaciada pelo doutor em filosofia  de Guilherme Marconi Germer — é um dos mais importantes tratados médicos da história da psicanálise, bem como uma importante ferramenta de análises sociológicas. Uma obra-prima que nos faz questionar: estariam as comunidades condenadas a um estado permanente de neurose?

Saulo Krieger é o tradutor de O Mal-estar na civilização, de Freud. É graduado em Filosofia pela USP e doutorando em Filosofia pela Unifesp, bolsista na Université de Reims, na França. A obra tem muita conexão com o momento atual. Para Freud estamos condenados a sermos infelizes ao ponto da total destruição por termos que viver reprimidos de nossos instintos mais primitivos.

Livros para comemorar o Dia da Língua Portuguesa

Crédito: Pixabay

Hoje é comemorado o Dia da Língua Portuguesa. E para celebrar o idioma, a Disal nos enviou algumas obras modernas e clássicas de celebres autores portugueses.

Primeiro vamos entender a razão de tal comemoração. A data foi instituída pelo governo de Portugal no ano de 1981, escolhida em homenagem a Luís de Camões, que faleceu em 10 de junho de 1579 e é considerado um dos maiores autores de língua portuguesa de todos os tempos. Sabendo disso, vamos aos títulos.

Poesia de Luis de Camões Para Todos

Na obra, poemas sobre o amor e a vida, alguns contando pequenas histórias, outros de um humor irresistível. O livro é indicado para muitas crianças e jovens terem o primeiro contato com a obra de Luís de Camões, pois nele se reúnem poemas líricos de leitura mais acessível, a par de outros que, de tão conhecidos, ficaram guardados na memória desde a juventude.

Auto da barca do Inferno

Certamente a peça mais conhecida de Gil Vicente, é uma representação alegórica do destino das almas humanas assim que deixam seus corpos, quando encontram duas barcas com seus respectivos arrais, um Anjo e um Diabo. As duas entidades acusam os vícios e faltas cometidos em vida pelas personagens, a fim de ensinar aos vivos os perigos e enganos da vida transitória. A peça, que foi escrita para a cena palaciana, mostra-se uma sátira impiedosa sobre os costumes da sociedade da época. Ninguém é poupado, nem mesmo padres, fidalgos e magistrados. Auto da barca do Inferno é a primeira parte da trilogia das barcas, seguido das barcas do Purgatório e da Glória. Estima-se que tenha sido escrita em 1516, mas foi publicada, assim como as demais obras de Gil Vicente, apenas em 1562.

Ensaio sobre a cegueira

Uma terrível “treva branca” vai deixando cegos, um a um, os habitantes de uma cidade. Com essa fantasia aterradora, Saramago nos obriga fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto. Essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu. Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas. O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”.

Terra Sonâmbula

“Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965-75), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992. O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os ‘cadernos de Kindzu'”, o longo diário do morto em questão. A partir daí, duas histórias são narradas paralelamente. A viagem de Tuahir e Muidinga, e, em flashback, o percurso de Kindzu em busca dos naparamas, guerreiros tradicionais, abençoados pelos feiticeiros, que são, aos olhos do garoto, a única esperança contra os senhores da guerra. Terra Sonâmbula de Mia Couto foi considerado pelo júri especial da Feira do Livro de Zimbabwe um dos doze melhores livros africanos do século 20 e agora reeditado no Brasil pela Companhia das Letras.

Livro(s) do Desassossego

É o livro da vida de Fernando Pessoa, finalmente editado como o autor queria, respeitando todos os semi-heterônimos que fazem parte dele, devidamente assinados – Vicente Guedes, Barão de Teive e Bernardo Soares. Vale explicar que a expressão “semi-heterônimo” é do próprio Pessoa, que considerava como heterônimos apenas três. Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Ainda assim, são vozes muito próprias, que partem de biografias inventadas como personagens de teatro. Não estarem misturados ou até preteridos como em publicações passadas é a grande novidade dessa edição, preparada por uma das mais respeitadas especialistas na obra de Fernando Pessoa, Teresa Rita Lopes. Por isso a sugestão do plural do nome.  Livro(s) do Desassossego . Assim como o autor foi vários, o livro também é.

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Sobre a Disal Distribuidora: Há mais de meio século em operação, é considerada a mais importante distribuidora de livros e materiais didáticos do Brasil para o ensino de idiomas, e, também, técnicos e científicos, de ciências humanas e sociais, literatura, autoajuda e conhecimentos gerais. Possui um catálogo com 300 editoras e mais de 300 mil títulos comercializados. Tem 18 filiais distribuídas nas principais cidades do país e um portal em que é possível encontrar todos os serviços e produtos oferecidos. Saiba mais em www.disal.com.br