Advogada criminalista alerta para riscos de processos penais baseados em provas frágeis

Por Alessandra Astolphi • 03 mar 2026
Advogada criminalista alerta para riscos de processos penais baseados em provas frágeis
Créditos da Foto: Divulgação

A importância da produção adequada de provas no processo penal tem sido tema central nos debates sobre a efetividade da Justiça e a proteção das garantias fundamentais. Para especialistas da área, investigações mal conduzidas podem gerar consequências graves e duradouras na vida de pessoas submetidas a acusações criminais, mesmo quando não há prova técnica suficiente.

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Segundo a advogada criminalista Dra. Elcania Francisca da Silva, inscrita na OAB/SP 402.517 e especializada em Direito Processual Penal pela Escola Paulista da Magistratura, qualquer pessoa pode se tornar ré sem a existência de provas robustas.

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De acordo com ela, investigações iniciadas de forma inadequada tendem a resultar em denúncias frágeis e processos prolongados. “No fim pode haver absolvição, mas o dano à reputação, ao trabalho e à família já aconteceu”, afirma a profissional, que atua na defesa das garantias fundamentais no processo penal, elabora pareceres e análises jurídicas e acompanha de perto os impactos humanos e jurídicos de investigações mal conduzidas, defendendo a centralidade da prova técnica e do devido processo legal como pilares da Justiça penal.

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Embora o inquérito policial não seja considerado prova suficiente para uma condenação, ele exerce influência direta sobre o andamento do processo penal. Para a Dra. Elcania Francisca, o inquérito molda a narrativa dos fatos, direciona diligências e impacta a formação da denúncia apresentada pelo Ministério Público. “Se o inquérito nasce ruim, o processo muitas vezes já começa contaminado”, explica.

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A advogada destaca que condenações legítimas exigem provas consistentes, mas alerta que, na prática, provas frágeis podem sustentar prisões cautelares, exposição pública e longos processos judiciais. Segundo ela, essa realidade acaba gerando uma punição antecipada. “Muita gente é punida antes do julgamento. O processo vira pena”, ressalta.

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Ao abordar as garantias legais previstas no ordenamento jurídico, a Dra. Elcania Francisca reforça que instrumentos como ampla defesa, contraditório e cadeia de custódia não dificultam a atuação do sistema de Justiça. Para ela, essas garantias asseguram a confiabilidade da prova produzida e a legitimidade da persecução penal. “Essas garantias só atrapalham investigações mal feitas. Sem elas, vira um vale tudo”, afirma.

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Para a advogada, tanto a impunidade quanto a persecução de inocentes representam problemas graves, mas o erro contra quem não deveria ser processado compromete a credibilidade do sistema de Justiça. “Quando o sistema erra com o inocente, ele perde legitimidade, e a sociedade inteira paga o preço”, conclui.

Mais informações sobre a atuação da advogada podem ser acompanhadas pelo Instagram @dra_elcaniaadv.

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Serviço
EF Advocacia
Instagram: @dra_elcaniaadv

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