Presidente de honra da Associação Somos Todos Sangue Azul, candidata a deputada estadual pelo Agir recebeu homenagem da por serviços relevantes prestados à sociedade durante o evento que aconteceu na Sala Cecília Meirelles
A trajetória de mais de duas décadas dedicada ao acolhimento e à orientação de famílias de profissionais da segurança pública foi reconhecida nesta segunda-feira, quando Rogéria Quaresma, presidente de honra da Associação Somos Todos Sangue Azul, recebeu uma homenagem da Soberana Ordem dos Heróis da Sociedade, durante evento dedicado a cidadãos e instituições que se destacam por serviços relevantes prestados à sociedade.
À frente de um trabalho que busca orientar familiares e pensionistas de policiais inaptos e viúvas na busca por direitos e assistência, Rogéria transformou uma experiência de vida em uma atuação permanente em defesa de quem, muitas vezes, encontra dificuldades para acessar informações, benefícios e seus próprios direitos.
“Receber essa homenagem tem um significado muito especial para mim, porque ela representa o reconhecimento de uma caminhada construída ao lado de famílias que precisam de acolhimento, orientação e, principalmente, de alguém que não desista delas. São mais de 20 anos de trabalho e essa honraria renova a minha certeza de que precisamos continuar lutando por quem muitas vezes não tem voz.”, afirma Rogéria.

A atuação social também foi um dos fatores que impulsionaram Rogéria a ampliar sua participação na vida pública. Ela é candidata a deputada estadual pelo Agir e apresenta como principais bandeiras a segurança pública e o combate à violência contra as mulheres. Diante do cenário estadual, a candidata reforça a dimensão desses desafios.
“Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), o estado registrou 56.937 roubos de rua e 25.239 roubos de veículos em 2025. O estado também registrou, em 2025, o maior número da série histórica de apreensões de fuzis, com 920 armas apreendidas, ou seja, estamos reféns. Esses indicadores mostram que a discussão sobre segurança pública precisa envolver tanto a proteção da população quanto a valorização e o amparo aos próprios profissionais de segurança e suas famílias.
Falar de segurança pública é falar de vidas. É pensar na população, mas também em quem está na linha de frente, nos familiares e em todas as pessoas que sofrem as consequências da violência. Precisamos discutir prevenção, inteligência, estrutura, valorização profissional e políticas públicas capazes de reduzir a violência sem deixar ninguém para trás”, destaca.

Outra frente de atuação defendida pela candidata é o combate à violência contra as mulheres, com atenção especial ao feminicídio e a situações de assédio e violência em espaços públicos, incluindo os estádios de futebol.
ela se baseia em relatórios como o Dossiê Mulher 2026, produzido pelo ISP com base nos registros de ocorrência da Secretaria de Estado de Polícia Civil, que aponta uma dimensão ainda mais ampla da violência de gênero: 159.041 meninas e mulheres sofreram algum tipo de violência no estado em 2025, uma média aproximada de 436 vítimas por dia, ou 18 por hora.
“Não podemos olhar para esses números apenas como estatísticas. Por trás de cada registro existe uma mulher, uma família e uma história. O combate ao feminicídio precisa caminhar junto com a prevenção de todas as formas de violência. E isso também significa discutir o assédio em ambientes como os estádios de futebol, onde mulheres precisam ter o mesmo direito de frequentar, torcer e se divertir com segurança e respeito”, afirma Rogéria.
(Crédito: Thaís Martins)
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