Com experiência de tirar o fôlego, Banda Taboo busca transmitir positividade e otimismo com “Descalço”

Expoente do cenário musical do norte de Minas, a Banda Taboo celebra as pequenas alegrias da vida em contato direto com a natureza de sua região no novo clipe “Descalço”.  A faixa abre os trabalhos de 2021, ano em que o grupo lançará seu primeiro álbum completo após chamar atenção com o EP de estreia “Valência”.

Taboo se uniu novamente a Neto Macedo (também diretor do clipe de “Manhã”), que escolheu as serras de Botumirim, na região de Montes Claros, como cenário para “Descalço”. O videomaker e fotógrafo guiou a banda e as atrizes Maria Carolina Vieira e Enmei por trilhas até o topo das montanhas. O cenário combina com a mensagem de otimismo da letra – mesmo quando “o céu tá todo errado”. Embora “Descalço” remeta a manter os pés no chão, a música é um convite a voar mais alto e por isso o roteiro do vídeo abraça seu caráter lúdico e até surreal.

A faixa “Descalço” abre os trabalhos da banda em 2021. Como foi a criação dessa canção e do clipe?

Lucas: A letra de “Descalço” busca, de uma maneira simples, resgatar pequenas sensações que ficam na memória. Pisar o pé na areia descalço, o ar em meio a natureza, o céu estrelado. São pequenas doses de felicidade que para melhorar o seu dia, basta lembrar. A letra também usa características de Montes Claros como o calor “pós-chuva” para representar a carga que vamos acumulando ao longo do tempo, mas que podemos aliviar com o contato com a natureza.

Matheus: A ideia do clipe veio a partir da letra da música e da nossa parceria com nosso amigo e artista, Neto Macedo. Decidimos que ele seria filmado no “meio do mato”, Neto sugeriu o local, fizemos reuniões de brainstorming, convidamos Carol pra atuar, Carol convidou Enmei, subimos a serra e filmamos. Falando assim parece fácil mas deu uma trabalheira danada (risos).

Além dela, sabemos que vem por ai seu primeiro álbum, o que podemos esperar desse projeto?

Matheus: Muita mistura do indie rock aos congados norte-mineiros, com direito a alguns feats. Estamos muito orgulhosos do resultado do trabalho e não vemos a hora de botar no mundo!

Formado por Matheus Leite, Lucas Nobre, Michelle Marques e Max Dias, o que é a banda Taboo?

Matheus: Essa pergunta é difícil, eu diria que a Taboo é a interseção dos quatro integrantes mais as nossas diferenças. Não sei se deu pra entender (risos).

Em um rock alternativo com influências de diversas músicas brasileiras, vocês se inspiram em alguém?

Matheus: Cada um da banda tem suas próprias inspirações, acho que isso é o fator principal que alimenta essa mistura.

Nesse projeto, teremos também a participação de um diretor já conhecido do trabalho de vocês, o Neto Macedo que dirigiu “Manhã”. Como está sendo esse retorno entre vocês e como nasceu a amizade?

Matheus: Neto é um cara fantástico, ele sempre compra nossas ideias mais loucas (risos). Já o conhecíamos por seu trabalho há muitos anos, mas foi em 2019 que Lucas o contatou para trabalharmos juntos e foi deste contato que cultivamos nossa amizade. A partir disso veio o clipe de “Manhã”, filmado no início de 2020, e o de “Descalço” alguns meses depois. Já estamos ansiosos pelo próximo!

Soubemos que vocês escolheram as serras de Botumirim em Montes Carlos. Como foi gravar nesse cenário que é considerado um dos pontos turísticos mais bonitos de Minas Gerais?

Matheus: Subir as serras de Botumirim por si só já é uma experiência incrível, pra filmar “Descalço” então foi surreal e desafiador. Neto nos guiou trilha acima por várias horas até chegarmos no ponto onde gravamos, acampamos e gravamos de novo no dia seguinte. Foi cansativo, mas ver aquele cenário maravilhoso valeu todo o esforço!

“Descalço” está chegando ao cenário musical para passar uma mensagem de positividade e otimismo para suprir a negatividade do mundo. Acreditam que essa música esteja vinda em um momento certo justo em uma época de pandemia?

Matheus: A gente acredita que a arte foi e é um porto seguro importante pro mundo todo durante a pandemia. São tempos obscuros e a música nos ajuda a segurar a barra.

Apresentando ao público um estilo alternativo de rock com influências de diversas vertentes da música brasileira com uma roupagem bastante indie/folk. Como vocês definem essa harmonia musical e como elas conseguem se encaixar?

Matheus: Nós tentamos definir nosso som mas sempre falhamos (risos). Na prática a gente tenta incluir elementos, mesmo que à primeira vista eles podem não fazer sentido. Por exemplo, no álbum tem uma música com a célula rítmica de baião, mas no fim das contas ela soa como indie/rock. A gente pira nessas misturas.

Um dos singles da discografia da banda “A sua Cor” chegou a ser finalista do Troféu Imprensa do Norte de Minas. Qual o significado desse trabalho para vocês?

Matheus: “A Sua Cor” simboliza o início da nossa criação autoral, temos muito carinho por esta música. Sermos finalistas no Troféu Imprensa do Norte de Minas por causa dela foi uma das coisas que validou nosso esforço inicial e nos impulsionou a seguirmos neste caminho. Um spoiler, estamos gravando uma nova versão dela.

Entrevista em parceria com Luca Moreira.

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