Gabriella Spaciari leva prêmio de melhor curta internacional em festival de Los Angeles

O curta “Broken Hills”, escrito pela brasileira Gabriella Spaciari e com direção de Edmilson Filho, levou o prêmio de melhor curta internacional – Internacional Shorts, no Los Angeles Brazilian Film Festival, em Los Angeles, Estados Unidos. “Broken Hills” foi o primeiro curta que a atriz, além de atuar, produziu e escreveu.

Gabi Spaciari nasceu no Brasil, formou-se em Atuação pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas, São Paulo) e mora há 5 anos em Los Angeles. Também protagonizou o longa-metragem “Um Caso do Outro Mundo” (São Paulo, 2019), ao lado de Nívea Maria e Glauce Graieb. Ela também esteve no festival de cinema em 2019, com o curta “No Strings Attached”, que também foi indicado para Melhor Curta no Great Lakes Film Festival, ambos nos Estados Unidos. Também produziu e atuou na peça “Paisaje Marino con Tiburones y Bailarina”, em espanhol, escrita por Don Nigro. O show durou um mês, no Hollywood Fringe Festival em 2018.

Oi, tudo bem? “Broken Hills” levou o prêmio de melhor curta internacional  (Internacional Shorts), no Los Angeles Brazilian Film Festival, em Los Angeles, Estados Unidos. Sendo seu primeiro curta onde você atuou, produziu e escreveu, o que esse prêmio significa para você?

Gabi: Mais que um reconhecimento pelo bom trabalho feito por todos da equipe, um incentivo para continuar me aprofundando e fazendo cinema. Quando cheguei em Los Angeles, há 5 anos atrás, fui apresentada ao LABRFF na minha primeira semana, e é um dos maiores festivais de cinema brasileiro fora do Brasil. Para mim, estar sendo premiada nele, 5 anos depois, concretiza o caminho percorrido até aqui. 

Para quem não te conhece, nos conte um pouco quem é Gabi Spaciari?

Gabi: Me faço essa pergunta todos os dias. (risos)  Sou uma pessoa que cresceu num ambiente rural, encontrou o significado da vida no teatro e desde então segue na direção de se tornar sua melhor versão. Preciso estar sempre em contato com a natureza, gosto de ser independente, mas sou muito família também. Gosto de observar o mundo, aprender, viajar e tenho um desejo muito grande de valorizar a nossa cultura. Cada um de nós faz isso, todos os dias. Seja falando sobre cultura, pagando pra ver um filme, peça, exposição de artistas brasileiros, ou um show, alugando um filme ou simplesmente não denegrindo e apoiando quem quer se dedicar à arte. 

Como foi trabalhar com Edmilson Filho na direção do projeto?

Gabi: Incrível. Considero ele um mestre. Ele e o Halder Gomes estão marcando a história do cinema brasileiro, de maneira única e pioneira. Toda a produção foi muito tranquila. Trabalhamos muito o roteiro antes, fizemos poucos ensaios, mas ele tinha claro a forma que queria abordar o tema. Tem uma frase dele que se tornou meu lema: “Pra fazer algo bem feito e mal feito dá o mesmo trabalho e gasta a mesma coisa.” 

Você está gravando o longa “Fora de Cena”, ao lado de Douglas Silva, Hugo Bonemer e Marcelo Menezes. O que pode nos dar de “spoiler” deste projeto?

Gabi: É um filme independente, idealizado pelo João Gabriel Kowalski, Marcelo Menezes e Gustavo Gerard.  Um ator quer muito fazer um papel e começa confundir realidade e ficção, com referências de Joker e Clube da Luta. Cenas de ação, planos sequência, é um projeto diferenciado.  Tem a Naruna Costa também, todos atores que admiro e respeito muito o trabalho, foi ótimo jogar com eles.

Quais são suas metas daqui em diante? Existe algum novo curta que pretende gravar atualmente?

Gabi: Estou em São Paulo desenvolvendo vários projetos. Acabei de escrever com a Steph Araújo um curta que quero rodar no Rio e gravo outro longa metragem no início do ano que vem, sobre o nazismo que também existia de certa forma no Brasil e muita gente, inclusive eu, desconhecia.

Tendo nascido no Brasil, mas vivendo há 5 anos em Los Angeles, você acredita que exista mais chances na sua área no país que vive atualmente? Sente alguma diferença nas possibilidades de um artista no Brasil e nos Estados Unidos?

Gabi: No Brasil nunca me faltou trabalho, em Los Angeles levei alguns anos pra me adaptar e até hoje faço aulas de redução de sotaque por exemplo. Mas em Los Angeles acontecem coisas incríveis, o networking que você faz é nível Hollywood. E você consegue crescer independentemente. Lá eu já fiz comerciais, campanha publicitaria, videoclipes, uma peça de teatro e alguns curta-metragens e cresci muito, como artista e ser humano. 

Deixe uma mensagem.

Gabi: Pode ser clichê falar pras pessoas acreditarem nelas, mas acho que isso é o maior aprendizado que alguém pode ter na vida. Se você tem vontade de fazer alguma coisa, vai e faz bem feito. Se você estiver disposto genuinamente a crescer a fazer aquilo com amor, vai acabar descobrindo coisas que nem sabia que podia fazer. 

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