LGBT+: novos pais e mães terão direito a 20 semanas de licença remunerada na JTI

A Japan Tobacco International (JTI) lançou uma nova política global de licença-maternidade e paternidade para os seus 44 mil colaboradores: 20 semanas de licença remunerada, independentemente de gênero, orientação sexual ou forma como os colaboradores se tornaram pais (gravidez, adoção ou barriga solidária). O plano, que será implementado em fases a partir de 1º de janeiro de 2021, inclui integralmente as famílias de pessoas lésbicas, gays, bisexuais, travestis e transexuais  (LGBTs) e coloca a empresa à frente da legislação brasileira e de outras empresas.

Na JTI, com a nova política, serão 140 dias de licença, independentemente do gênero. Com isso, a JTI  terá um tempo maior de licença do que 80% dos 81 países em que a empresa atua, se destacando no cenário global.

Para garantir um processo de implementação tranquilo e a utilização adequada dos benefícios,  a nova política de licença-paternidade e maternidade será feita em fases nos diferentes países onde a JTI atua. No Brasil, em janeiro de 2021, será implementada a licença-paternidade de 4 semanas (28 dias) e a licença-maternidade de 20 semanas (140 dias).

Para os casais LGBTs, será definido o cuidador primário, que terá licença de 20 semanas, e o cuidador secundário, que terá, inicialmente, a licença de 4 semanas. A efetivação total da nova política no país se dará em janeiro de 2023, quando a licença de 140 dias passa a valer para todos.

A organização espera que a mudança reforce que se tornar pai ou mãe não representa um obstáculo para a carreira de seus colaboradores e que os  dois membros de um casal, independentemente do gênero, têm responsabilidades nos cuidados com os filhos. “Essa nova política de licença-familia é um grande marco na nossa jornada em busca da diversidade e da igualdade de gênero. Estamos orgulhosos de apresentar esse novo benefício sem distinção de gênero, que apoia todas as famílias e dá a todos os pais oportunidades iguais de passar um tempo de qualidade com seus filhos, sem se preocupar com o impacto que isso poderia ter em suas finanças ou carreiras”, diz Eddy Pirard, presidente e CEO global da JTI.

Com essa nova estratégia, a JTI busca apoiar o bem-estar de seus colaboradores, ajudando-os nos estágios iniciais de criação de uma família enquanto continuam a prosperar no trabalho. “Essa mudança é um avanço na nossa política progressiva de diversidade e inclusão. Nosso objetivo é mudar os estigmas relacionados à licença maternidade e paternidade, além de demonstrar que acolhemos, apoiamos e valorizamos todos os nossos colaboradores”, afirma Thiago Dotto, Diretor de Pessoas e Cultura da JTI Brasil.

Por que isso é importante, pela voz de quem adotou

Aline Souza Freitas é assistente contábil na JTI. Há pouco mais de dois anos e meio, ela e a esposa Roberta receberam, para trazer ainda mais amor à família, Maria  (5) e Pedro  (4). Na época, Aline teve direito à licença-maternidade de 120 dias, tempo que, segundo ela, foi fundamental para o processo de amadurecimento, tanto dela como mãe, quanto das crianças que estavam descobrindo o mundo para além dos muros da instituição de abrigo onde viviam.

“Esse período de licença é muito importante, pois quando você adota é preciso inserir a criança na sociedade. A partir daquele momento eles têm uma casa, uma família, duas mães, um quarto, roupas, brinquedos, vão passear, conhecer um mercado, farmácia, parquinho. Tudo até então desconhecido”, explica Aline.

Além disso, esse tempo com os filhos é importante para se descobrir como mãe. “O processo de adoção é diferente de uma gestação que você tem os nove meses para se preparar. Quando se entra na fila de adoção, não há um tempo certo, pode levar anos ou meses”, comenta. No caso de Aline e Roberta foram quatro meses após o curso de preparação para adoção, o que as surpreendeu, mas também motivo de grande felicidade.

Foi preciso correr e reorganizar toda a vida para a chegada dos pequenos. E foi aí que contar com o apoio da sua gestora e da empresa fez toda a diferença. “No Brasil, as leis para adoção não são tão justas. Há um tempo o período de licença variava conforme a idade da criança/adolescente. Hoje já possuímos o direito da licença de 120 dias, mas por muitas vezes não é bem visto pela empresa a saída do colaborador. O que é inviável visto que é um período importante para estreitar laços enquanto família. Além de toda a burocracia e demora de encaminhar via INSS a solicitação de benefício de auxílio- maternidade”, afirma. “Na JTI não precisei de nada disso. Consegui os 120 dias direto, sem ter que esperar”, conta.

Com a nova política da multinacional, o tempo de licença aumenta de 120 para 140 dias, tempo extra muito bem-vindo, segundo Aline. Os seus dias de licença foram muito bem aproveitados, mas foram necessários mais dias para além desses, visto que Maria  e Pedro  precisavam dar continuidade nas terapias e tratamentos médicos. Ela também comemora o fato de que outros casais homoafetivos poderão usufruir do benefício com essa política. “É uma nova família que está sendo construída e esse tempo juntos é essencial”, finaliza.

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