“Entrar pro universo de Stranger Things foi realmente incrível”, conta Amanda Manso

Amanda Manso é dubladora, atriz, pedagoga e professora de teatro infantil | Foto: Reprodução/Instagram

Bumblebee que nos desculpe, mas precisamos dar sequência ao nosso quadro [Dubladores Que Amamos]. E para isto, convidamos a incrível e talentosa Amanda Manso, a Charlie Watson da série de filmes Transformers para uma entrevista. Ela que além de dubladora também é atriz, pedagoga e professora de teatro infantil, começou a fazer teatro aos 3 anos.

Alguns de seus trabalhos foram: Grey em Black Clover; Amanda em Ursos Sem Curso; Becca Tyler/Io no filme Nós; Marcela na série Aceleradas; Mine em Akame Ga Kill. Também fez a Robin em Stranger Things; Alyssa Chang de Legacies; Anna em Euphoria; Go Hae-Ri de Retaliação; entre outras maravilhosas personagens. Confira:

Olá Amanda, muito obrigada por aceitar participar da entrevista. Você entrou na dublagem aos 22 anos, como foi esse processo?

“Primeiramente gostaria de agradecer a Andrezza pelo convite pra falar um pouquinho sobre o meu trabalho! Meu caminho na área artística vem de muito tempo. Comecei a fazer teatro com 3 anos de idade. Por ser muito tímida quando era criança, meus pais me colocaram em várias atividades! teatro, ballet, jazz, natação, capoeira…. e o teatro me encantou! Conforme fui crescendo, fui buscando outros cursos, me especializando e correndo atrás do meu registro profissional. Além de atriz e dubladora também sou pedagoga e professora de teatro infantil, e quando me formei comecei a distribuir currículo em várias escolas de teatro. Em uma delas vi um curso de dublagem e achei interessante! E assim como no teatro, fiquei completamente encantada!”.

Dando voz a personagens tão queridos pelo público, como por exemplo a Charlie Watson, do filme Bumblebee ou a Go Hae-Ri, de Retaliação (Vagabond). Sente algum tipo de pressão quando vai fazer as gravações?

“Em cada personagem me pressiono de certa forma! Será exibido na casa de cada um ou no cinema, e se o resultado não ficar legal, vai continuar sendo exibido por muitos e muitos anos! Com a Charlie me pressionei ainda mais por ser o meu primeiro grande papel, e em um filme de tanto significado, com tantos fãs! Lembro que na pré estreia estava muito nervosa, porque se tivesse ficado ruim eu descobriria junto com todos (risos)”.

Você dá voz a Robin de Stranger Things (que confesso, amo). Como tem sido viver essa personagem?

“Entrar pro universo de Stranger Things foi realmente incrível! Todo o elenco é sensacional, as gravações foram super legais. Eu não tinha muita noção da importância que a Robin teria na terceira temporada, fui descobrindo conforme os episódios chegavam!”.

Todos os personagens são especiais, mas já considerou algum como o mais importante na sua vida?

“Acho que cada um tem sua importância em graus e sentidos diferentes! A Lea (de The Good Doctor) foi muito especial por ter sido minha primeira personagem! Mas sem dúvida a Charlie foi um grande marco na minha carreira e abriu muitas portas, até por as pessoas conhecerem mais o meu trabalho. Sem a Charlie talvez não viesse Robin, Go Hae Ri e outras!”.

Que tipo de dica você daria para alguém que quer entrar na área?

“Minha dica pra quem quer entrar na área é sempre se especializar, ter o que acrescentar a profissão. Eu sempre digo que pra mim um dublador iniciante precisa ter quatro coisas: paciência, persistência, talento e bom senso. Sem qualquer um desses a coisa não anda! Você precisa saber esperar o tempo das coisas acontecerem, não é do dia pra noite. Precisa saber lidar com as pessoas, gerir a linha tênue entre pedir pra ser ouvido e se tornar inconveniente. E claro, precisa ser bom no que faz!”.

Como tem sido a rotina de dublagem durante a pandemia?

“Esse é um assunto polêmico (risos). Logo no início ficamos todos completamente parados, do fim de março ao fim de abril. Depois disso alguns estúdios começaram a reabrir presencialmente, outros começaram a aceitar dublagem remota (feita de casa) e alguns estúdios passaram a aceitar os dois. Muitos desentendimentos aconteceram nesse período, mas temos que respeitar sempre a opinião e vontade do outro. Cada um sabe onde seu calo aperta. Se eu não tenho dinheiro pra construir um home studio, com isolamento acústico e equipamentos pra gravar de casa, preciso ir até o estúdio trabalhar. Se eu tenho dinheiro pra construir ou já tenho um estúdio em casa, posso gravar de casa. Eu não tenho home studio e optei por voltar. Todas as empresas me deixaram super segura, com todo tipo de proteção possível: proteção de sapato, de cabelo, de orelha, luvas, máscaras, tablets para os textos, álcool gel em todos os lugares, limpeza redobrada e até luz UV tem agora em alguns estúdios! Temos que respeitar quem optou por voltar e quem optou por não voltar! Cada um tem suas necessidades!”.

Deixe uma mensagem ao público.

“Gostaria de agradecer o carinho que recebo de todos! Diferente de antigamente, a dublagem hoje tem um reconhecimento muito legal. Isso nos aproxima de quem nos escuta de casa! Agradeço de coração a todos que torcem e curtem o nosso trabalho! Esse carinho mostra respeito e valoriza a nossa profissão! Muito obrigada ❤️”.

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