Simpatia pura, Ana Paula Martins é dubladora há 24 anos

Ana Paula Martins começou na área aos 6 anos | Foto: Reprodução/Instagram

Ao assistir um filme, desenho ou série dublado, sempre acaba batendo aquela curiosidade, “quem é a pessoa por trás desta voz?”. Pensando nisso, foi criado o quadro de entrevistas [Dubladores Que Amamos], onde iremos conversar com alguns dos mais incríveis dubladores de todo o Brasil.

E para iniciar, batemos um papo com nossa querida Ana Paula Martins. Carioca, mãe de duas lindas crianças, tem em seu currículo dublagens incríveis como: Ivy Wentz em Boa Sorte, Charlie!; Bonnie Bennett em Diários de um Vampiro; Nathália em Isa TK+; Kylie em Barbie Vida de Sereia 2; Penny em A Onda Dos Sonhos; Mariana em A Que Não Podia Amar; Laura em Meu Coração é Teu; Aparna em Insecure; Natalie Luca de Blacklist; Maika Monroe em A Quinta Onda; entre outros. Além disso, ela também deu voz a Demi Lovato em Glee e Ru Paul’s.

Durante a entrevista, Ana Paula de forma simpática contou um pouco mais sobre a carreira, deu dica para quem quer seguir a profissão, além de comentar como foi se adaptar a rotina da quarentena. Confira:

Olá Ana Paula, muito obrigada por aceitar participar desta entrevista. Você já dublou personagens infantis como Jolly do “O Clube das Winx” e Unicórnio de “Mecanimais”. Mas também fez personagens adultos como Bonnie Bennett em “Diários de um Vampiro” e Laura em “Meu Coração é Teu”. Existe algum tipo de preparação diferente cada voz?

“Olá! Queria começar agradecendo pelo convite. Eu amo minha profissão e é sempre prazeroso conversar sobre isso. Respondendo sua primeira pergunta. Quando saímos de casa para gravar, não sabemos qual tipo de personagem vamos fazer, descobrimos tudo na hora. Então, independente do trabalho, se é mais adulto ou infantil, os cuidados que costumo ter são os mesmos, como fazer fono, não fumar e beber bastante água”.

Como você descobriu que queria ser dubladora?

“Eu praticamente nasci no meio da dublagem. Mesmo antes de começar já vivia nesse mundo, já frequentava estúdios por causa do meu pai (Alfredo Martins) que é ator e dublador há uns 58 anos! Então desde muito novinha essa profissão fazia parte do meu dia a dia. Comecei aos 6 anos, e não parei mais. Me sinto privilegiada por fazer o que amo!”.

Já deu voz a personagens incríveis como Cody Brennan em “Bates Motel”, Ivy Wentz “Boa Sorte, Charlie!”, Natalie Luca em “Blacklist”, entre outros. Tem algum personagem que você considere o mais especial?

“É difícil escolher um personagem, vários me marcaram. Mas posso citar a Brilhante de Ursinhos Carinhosos na década de 90, a Bonnie de Vampire Diaries e a Lulu em Pose que eu acho incrível e me tira da zona de conforto”.

Como tem sido a quarentena para você?

“O início da quarentena não foi nada fácil. Tenho dois filhos em casa, fiquei dois meses sem trabalhar e confesso que bateu um desespero. Mas com muita paciência e força de vontade tudo se ajeita. Os estúdios aos poucos foram adotando protocolos de segurança, e assim parte da categoria se sentiu segura em voltar. Estamos vivendo uma nova realidade, precisamos nos adaptar e seguir em frente”.

Que tipo de dica você daria para uma pessoa que queira entrar nesta área?

“Para você ser dublador primeiro tem que ser ator, então meu conselho é estudar bastante, fazer teatro e procurar um bom curso de dublagem”.

Conte um pouco ao público sobre a sua história.

“Comecei na dublagem ainda criança, aos 6 anos de idade. Mal sabia ler direito, mas já queria muito fazer parte desse mundo, e me lembro que eu precisava decorar as falas pra gravar. Meus primeiros trabalhos foram na Herbert Richards e na ÁudioNews onde ganhei meu primeiro fixo na série Pistas de Blue que gravamos até mais ou menos meus 11 ou 12 anos. Em 2020 completei 24 anos de dublagem, são muitos personagens, muitas histórias, aprendizados e muito orgulho dessa profissão”.

Deixe uma mensagem.

“Estamos vivendo uma nova fase, um novo “normal” se impôs a nós e precisamos nos adaptar, ter força e jamais desistir dos nossos sonhos. Talvez o caminho não seja fácil mas quando fazemos algo com amor, tudo vale a pena!”.

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