Três livros para refletir sobre o racismo

Foto: Pixabay

Infelizmente, o preconceito ainda é evidente em pleno século 21, mesmo após 300 anos da morte de Zumbi – líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas.

Casos recentes como de João Pedro, 14 anos e George Floyd, 40 anos, tem levado a população a revolta pela falta de justiça pelos ocorridos. Pensando nisso, separamos uma lista de três livros sobre o tema que já foram adaptados para filme.

O sol é para todos (Harper Lee)

O livro é narrado pela sensível Scout, filha de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos EUA dos anos 1930. Após o ocorrido, o homem sofre ofensas pela comunidade racista. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” – The New Yorker – se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

“Existem coisas no nosso mundo que fazem os homens perderem a cabeça; não conseguiriam ser justos nem se quisessem. Nos nossos tribunais, quando se trata da palavra de um branco contra a de um negro, o branco sempre vence. É horrível, mas é a vida.”

O sol é para todos

A resposta (Kathryn Stockett)

Considerado por Oprah Winfrey um dos melhores livros de 2009, sendo o mais vendido em 2011 nos EUA, além de ter sido adaptado para o cinema em 2012, com o título Histórias Cruzadas. “A resposta” conta a história de uma jornalista branca que decide escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Aproveitando o surgimento das primeiras manifestações em defesa dos direitos civis, Skeeter espera que seu livro choque as pessoas brancas preconceituosas e traga orgulho e esperança à comunidade negra de Jackson, condado onde se passa a história. Ao mesmo tempo, com a possível publicação do livro, ela espera quebrar as suas próprias barreiras e realizar o sonho de sua vida. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.

Tempo de matar (John Grisham)

Pena de morte. Até que ponto se é contra? Até que ponto se é a favor? Se dois drogados estupram, torturam e tentam matar uma menina de 10 anos, qual a pena que deveriam ter? E se um pai, chocado com todas estas barbaridades cometidas contra a filha, resolve fazer justiça com as próprias mãos, o que ele merece? Pelas leis do Mississípi, Estados Unidos, 20 anos de prisão para os primeiros e a cadeira elétrica para o segundo. Tentando reverter este paradoxo legal, o advogado Jack Brigance enfrenta mais um problema para defender seu cliente, Carl Hailey, preso depois de matar os dois estupradores. O racismo! A opinião pública fica dividida entre os que apoiam a atitude de Hailey e os que não admitem que um negro acabe com um branco. Conhecido como o número um do legal thriller, John Grisham começou a escrever “Tempo de matar” três anos depois de se formar como advogado na Ole Mississipi Law School.

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