Humorista Di Morais Apresenta “Acho Que é Infarto”, Assinado Por Sérgio Mallandro

Di Morais | @dimoraisof
Em comemoração aos 10 anos de carreira, o humorista Di Morais promete muitas risadas em nova temporada stand-up comedy, agora em formato online. O show denominado como “Acho que é infarto”, conta com Sérgio Mallandro na direção. O paulista que iniciou sua carreira em 2010, consolidou suas apresentações em diversos teatros da cidade, arrancando risos da platéia.
Durante sua trajetória pela cidade de São Paulo, ficou em cartaz por mais de oito anos com seu show “Stand-Up Comedy”. Em um bate papo, o humorista que já compartilhou espaço de palco com nomes como Sérgio Mallandro, Paulinho Gogó, Alexandre Porpetone e entre outros, conta como tem sido sua adaptação para o formato online, do que sente falta no palco e mais. Confira:

O que podemos esperar desta nova temporada, agora em formato online?

“Essa nova temporada, foi uma surpresa para mim. Tivemos que desmontar o que tínhamos montado para o teatro, a estreia seria agora em maio com a direção de Sérgio Mallandro, lá no Teatro Corinthians. Tivemos que desmontar para fazer o online, que foi bom. Descobri uma vertente que tava perdida ai né, do mercado online. Que os palestrantes, os coaches, os grandes consultores já usavam essa ferramenta que usamos hoje. E com essa quarentena, algumas empresas que continuam atuando, principalmente do mercado financeiro, nos deu uma guinada. É incrível. Na primeira vez fiquei apreensivo com o show e agora estou tirando de letra. Você tem a galera mais próxima, dá para falar com mais tranquilidade, dá para interagir mais tranquilidade. Dá para fazer o show tranquilamente, contar as histórias, contar no formato stand-up comedy, como se fosse um bate-papo entre amigos. A platéia online, vira um grupo de amigos. E pelo que estou sentindo, essa temporada vai até dezembro, porque a perspectiva ao menos aqui na cidade de São Paulo, não sei se abre teatro antes de dezembro. Mas vamos lá, vamos para mais um desafio. Nessa comemoração de 10 anos de carreira, veio um desafio fantástico.”

Do que sente mais falta em suas apresentações no palco?

“Sinto falta da interação do público, por mais que você tenha a interação online. Meu show eu fico quase 20 à 25 minutos com interação, conversando com a platéia. Por isso eu costumo dizer que é um show diferente a cada apresentação. Então, eu sinto falta daquela interação, você fica mais a vontade. Online você não fica a vontade, você fica sentado, não dá para fazer em pé. O Stand-up, como a gente precisa de algumas coisas, de alguns movimentos, então no online, eu aprendi realmente que é ficar no texto, sem contextualizar, com caras e bocas, entendeu? É um desafio interessante, porque tem funcionado. O primeiro eu fiquei meio apreensivo, mas depois foi embora. Mas sem dúvida, o grito da platéia, os aplausos, a risada acústica, faz uma falta tremenda.”

Como surgiu essa parceria com Sérgio Mallandro?

“A parceria com o Sérgio já vem de um bom tempo, muito tempo que ele vem me dando umas dicas. Eu conheci o Sérgio em 2014, em Santa Catarina, em um show que eu fui fazer lá. E depois, ele acabou me indicando para o primeiro festival de Stand-up Comedy em São Paulo, de Clube, que é do Corinthians chamado ‘Loucos Por Rir’. E ai, eu virei MC desse festival, ele abriu esse festival e eu me tornei Mestre de Cerimônia do festival. Depois eu fiz meu show, na segunda edição do festival ‘Loucos Por Rir’, no teatro Corinthians. Dai pra cá, a gente vem sempre estreitando mais a amizade, é um cara do coração enorme. E agora surgiu essa oportunidade desse novo show, o ‘Acho que é Infarto’. Surgiu a oportunidade dele me dar uns toques cruciais e assinar a direção desse show que foi muito bacana pra mim. E é uma honra né? É o Sérgio Mallandro. É uma honra só em tê-lo como amigo. Além de ser um cara fantástico, um cara parceiro, ‘coraçãozão’. A galera pergunta, ‘Cara o Mallandro é loucão?’, que nada, o Sérgio é um cara sensacional, grande parceiro, você vê que é um paizão, um amigo de verdade. Coisas raras que a gente encontra, não vou dizer nem na comédia, mas na vida artística. Ele é um cara espetacular. E tem histórico de sobra né? Então, essa parceria praticamente começou em 2014, mas oficialmente veio para 2020. ‘Tô’ muito feliz, agora é deslanchar.”


São 10 anos de carreira, conte-nos um pouco do seu início no meio humorístico.

“Comecei na comédia tarde, comecei com meus 36 anos, quase 37, então eu já tinha uma certa maturidade na vida pessoal e profissional em outro seguimento. Mas na realidade, o meu primeiro show de comédia ele veio sobre as ‘gafes do mundo do vinho‘, porque eu era do mundo do vinho. Fui sommelier, trabalhei muitos anos em importadora de vinhos, eu vim desse mundo. Não tive um tempo de amadurecer no meio da galera da comédia. Comecei a fazer Open Mic, que são pequenas participações em shows profissionais, na época de 2009 para 2010. No final de 2010, já estreei no teatro, banquei meu próprio show, criei o meu próprio negócio. O Stand-up Comedy virou uma startup minha há 10 anos. Eu vivo 100% disso. Já tirei dinheiro da comédia para investir em outros negócios que não deram certo, uns agora até dão, mas eu vivo disso, vivo dá comédia a um bom tempo, graças a Deus. Então no meu início, eu tive que amadurecer muito rápido na comédia, tive grande apoio de um grande humorista português chamado João Pedro Santos, o Patrício. Ele era repórter do CQC de Portugal, um comediante fantástico, foi meu grande ‘braço’, grande força. Tomei muita bronca, aprendi muito. Aprendi muito também com Marcelo Mansfield que é um grande amigo hoje, que é um cara que sempre me deu muitas dicas interessantes. Rafael Cortez, Bernardo Veloso,  o Bernardo foi um dos primeiros que conheci no stand-up comedy. Foi o cara que me deu os toques de texto, me ensinou muita coisa, me indicou muitos livros, muita coisa pra estudar. Mas, na realidade, eu descobri o que era stand-up comedy em 2007, até eu estrear no palco, fiquei três anos pesquisando e pesquisando. Um ano antes de estrear, conheci o Bernardo Veloso, na sequência conheci o Marcos Aguena, o Japa do Pânico. Mas o Bernardo foi o que mais me aproximei, aquele que me deu a parte teórica e mostrou a realidade da comédia que não é fácil.”

Esse é um momento que deixo aberto para que possa deixar uma mensagem para o público.

“Primeiro eu quero agradecer pela entrevista, pelo espaço. Agradecer a você e a todos os seus leitores. Convidar seus leitores a conhecer um pouco mais meu trabalho no meu site www.dimorais.com.br. Dizer que estamos todos nessa quarentena, em casa, fazendo trabalho literalmente de casa. Home Office da comédia. Aliás, eu já tinha um show chamado ‘escritório da comédia’. Eu tenho vários shows, tenho um texto para o gospel, eu sou Cristão, então, conheço muita coisa desde pequeno. Eu tenho texto sobre vinhos e tenho um texto só de milionários, eu chamo de ‘escritório da comédia’. E falo para os ‘caras’ que nunca pratiquei tanto o escritório da comédia como tenho praticado nessa quarentena. Graças a Deus! Só agradecimentos, por tudo, por estar com saúde, enquanto o país está nessa… Pedir a Deus que o país, o mundo se restabeleça o mais rápido possível para que a gente possa ter liberdade de trabalhar, de ir para os palcos e ver essa galera. Muito obrigado! Visite meu site, me siga lá no Instagram @dimoraisof.”

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